Medidas de protecção ao Covid-19 paralisam trabalhos nas novas concessões de Catoca e dispensam parte dos trabalhadores

Em algumas explorações fica apenas o serviço de segurança. Na vila residencial, os que ficaram estão sujeito a uma rigorosa vigilância dos serviços de saúde

A Sociedade Mineira de Catoca, um dos maiores players do subsector dos diamantes em Angola, responsável por mais de 75% da produção de diamantes do país, resolveu paralisar os trabalhos de concessões durante o período de quarentena A medida tem a ver com Decreto Presidencial 82/20, com duração até 11 de Abril de 2020 e prorrogável em função das circunstâncias. De acordo com uma nota da sociedade, o regime prevê a paralisação parcial dos trabalhos de Catoca, mantendo essencialmente alguns serviços operacionais, o que fez com que fosse dispensada parte do efectivo de trabalhadores para cumprirem o regime de isolamento social em domicílio.

Para manter parte dos serviços operacionais, considerados essenciais para a Empresa, as direcções das áreas indicaram o número de funcionários necessários para as actividades, que deverão permanecer na Vila de Catoca e estes ficarão em regime de isolamento social dentro da vila residencial, sujeitos à um rigoroso sistema de vigilância epidemiológica implementado pela área de medicina de Catoca com o apoio das autoridades sanitárias da província da Lunda-Sul. Estas restrições implicaram a paralisação de todas as operações de produção da central de tratamento nº1 (CT1), assim como a paragem total dos trabalhos nas concessões Tchiafua, Gango e Luangue, estando apenas acautelada a segurança das instalações e dos meios fixos. Enquanto durar este período e de forma a garantir as condições necessárias de biossegurança para os colaboradores em serviço, todos os funcionários que se encontram a gozar férias ou licenças devem ficar em casa.

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