Hora de aprender

As previsões económicas para Angola não são nada animadoras, nem para este ano, nem para os outros imediatamente a seguir. Nisto não estamos sós, não é um exclusivo nosso, a economia do mundo está a travar com as jantes, como se diz. Mas não tem de ser o fi m de tudo. Para já, o que pode ser útil é começar a desenhar cenários e soluções, é preciso antecipar medidas de desburocratização e de facilitação da actividade económica. Sim, o Estado pode ter de aplicar dinheiro nas infra-estruturas, para abrir uma via que facilite a caminhada da economia, em que os empresários tenham a liberdade de agir, que muito mais gente se torne empresaria, empreendedora. O Estado vai ter de olhar para os angolanos com outros olhos. Enquanto não engendra um bom sistema de formação, se calhar a solução é transformar o país num verdadeiro mercado, de consumo e de produção também. Isto parece azar, veio a crise económica, a que se seguiu a seca no Sul dos país, depois a nova pandemia que imobiliza a economia mundial e em consequência o afundamento do preço do barril do petróleo. Olhamos para dentro e não temos opções, não temos soluções industriais, de serviços ou tecnológicas. Está perfeito o caldo para aquecer os neurónios. É altura de convocar o pouco saber universitário e técnico do país, de convocar sentimentos patrióticos e de novo até a capacidade poética de sonhar, tudo junto pode reinventar o futuro apontando soluções que criem capacidade para aguentar novas crises. Elas virão sempre, a diferença de como se passa por elas reside na capacidade de os países aprenderem com elas também.

error: Content is protected !!