Incineradora móvel no Calumbo para lixo dos centros de quarentena

O PCA da Agência Nacional de Resíduos, Monteiro Lumbo, disse, ontem, que está na fase final a implantação da incineradora móvel que servirá para acolher o lixo dos centros de quarentena do Calumbo I e II, bem como do Kilamba e Hotel Victória Garden

Por:Romão Brandão

A Agência Nacional de Resíduos manteve, ontem, em Luanda, um encontro com a Direcção Nacional do Ambiente e as empresas operadoras de gestão e recolha de resíduos sólidos, como a Elisal, Sambiente, Recolix e Vista West, para acautelar o descarte descontrolado dos resíduos e garantir a gestão segura dos mesmos nos centros de quarentena da capital. No encontro, foi avançado pelo PCA da agência ora citada, Monteiro Lumbo, que está assegurada a gestão desses resíduos, cujo fim último será a incineração, porquanto a empresa Sambiente está a implantar a incinerado ra móvel no Calumbo, para tratar dos resíduos que sairão dos centros de quarentena Calumbo I e II, e já está na fase conclusiva. Com vista a prevenir o contágio, por via dos resíduos usados pelos passageiros suspeitos da Pandemia Covid-19, que se encontram nos centros de quarentena, os operadores não terão acesso às salas e móveis dos internados.

A partir do momento em que estes resíduos forem depositados em contentores específicos, já disponibilizados, os operadores movimentarão estes contentores, desinfestando primeiro a área e depois transportando- os para a unidade incineradora. “Estão acauteladas as condições para que os operadores não contraiam o vírus. Os operadores destes resíduos estarão de quarentena, não deverão ir para as incineradosuas casas enquanto estiverem a operar e, de dez em dez dias, serão submetidos a testes”, reforçou Monteiro Lumbo. A distância dos centros de quarentena para a unidade móvel de incineração é de mais de dois quilómetros, o que facilitará o transporte desses resíduos de formas que não haja acesso ou contacto de qualquer cidadão com este lixo. Aos centros de quarentena do Kilamba e Victória Garden, a empresa que vai recolher tem equipamentos específicos, segundo o interlocutor, e fará a recolha e levará directamente para a incineradora, sem ter que ir ao aterro do Mulenvos, por exemplo.

Formação contínua aos operadores

É necessário formar os operadores de lixo sobre as práticas correctas de gestão e manuseio deste tipo de resíduos e o PCA disse que esta questão será salvaguarda pelas empresas com as quais reuniram. Há uma empresa que manifestou a disponibilidade de fazer a desinfestação dos centros de quarentena com hipoclorito. Os centros de quarentena serão desinfestados com hipoclorito e os próprios meios envolvidos nesta cadeia de transportação também, tanto os contentores quanto as viaturas. “Qualquer resíduo é perigoso e estes, dos centros de quarentena, ainda mais, pelo que deve ser redobrada a atenção no manuseio dos mesmos. Os operadores têm as técnicas próprias, já que há quem recolhe resíduos hospitalares há 16 anos”, sublinhou.

Há 16 anos opera a Recolix na recolha de resíduos hospitalares, como fez saber José Carlos, da área técnica, e estará encarregue de gerir o lixo no hospital de referência da Barra do Cuanza, em conjunto com a Elisal, que irá disponibilizar uma viatura própria para tal. A recolha será feita três vezes por semana, numa viatura fechada, e transportado para o local de incineração. “Nós [Recolix e Elisal] temos a incineradora operacional e estamos dispostos a ajudar as outras operadoras. Temos capacidade de incinerar por dia 13 toneladas”, disse. Em termos de biossegurança, os técnicos da recolix, como disse, estão bem servidos, inclusive “oferecemos sopas, vitamina e chás, de duas em duas horas, e acho que estamos em condições de salvaguardar a saúde dos nossos técnicos”.

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