Actores mostram nas redes sociais formas preventivas contra a Covid-19

O objectivo é a difusão de mensagens de modo a orientar os internautas, além de entretê-los
com sátiras sobre as medidas preventivas contra o novo Coronavírus

Por:Antónia Gonçalo

Os teatristas em Luanda têm incentivado os cidadãos a cumprirem com as medidas preventivas contra a pandemia da Covid– 19, através de mensagens que estão a ser amplamente divulgadas nas redes sociais, de modo a evitarem-se os níveis de propagação da doença. As medidas adoptadas pelo Executivo, como o Estado de Emergência em vigor, que acautela a livre circulação dos cidadãos no país, e as questões básicas de higiene, segundo eles, foram aconselhadas para salvar as suas vidas, o bemmaior tutelado pelo Estado. O presidente da Associação Angolana de Teatro (AAT), Adelino Caracol, referiu que por tratar-se de uma situação de “força maior”, convém aos cidadãos que seja cautelosos e cumpram com aquilo que foi orientado pelo bem das suas famílias e dos cidadãos no país.

“Os actores, assim como as outras classes artísticas no país, não estão de braços cruzados quanto à presente situação. Estão a apelar para o cumprimento das normas de precaução contra esta doença, de modo que essa fase seja ultrapassada o mais rápido possível”, explicou Adelino Caracol. O também director de teatro realçou que a classe almeja trabalhar em colaboração com o Ministério da Cultura na divulgação destas medidas ao nível das comunidades, com a realização de actividades educativas e pedagógicas. Entretanto, tal não acontece, como lamenta o presidente da AAT, devido à falta de organização e de interacção daquela instituição, com os teatristas no país. “Acho que devia haver um plantão, onde o ministério interagisse com os actores. Era uma forma de pôr os artistas a trabalhar, e, talvez, apoiá-los de uma ou outra maneira, porquanto este assunto preocupa a todos. Mas o que vimos é que os grupos têm estado sozinhos e a fazer a nossa parte, e a lamentar”, rebateu.

Alternativas

Adelino manifestou ainda a sua insatisfação, por não ver a exibição numa das estações televisivas do país, do spot publicitário, com determinadas orientações acerca da doença, feito pelo conjunto Horizonte Njinga Mbande na passada Quinta-feira, por questões pelas quais não percebe porque razão não é exibido. “Já mandamos essa comunicação há algum tempo. Só mesmo nas redes sociais, a actriz Vanda Pedro também gravou um, mas para a sua emissão na televisão, parece haver um esquema, e nós não admitimos isso. Desde aquela data, até agora, não tivemos nenhuma correspondência. E por isso a alternativa são as redes sociais”, lamentou.

Entretenimento nas redes sociais

O director de teatro, Tony Frampénio, na sua página na rede so cial Facebook, transmitiu mensagens de esperança, de modo a que se cumpram as medidas preventivas para incentivar a luta contra esta pandemia. Aliado a esse facto, de acordo com Frampénio, diariamente, através do projecto denominado “Teatro online”, disponibiliza sátiras, peças escritas e dramatizadas com conteúdos das medidas de segurança contra a pandemia, com o objectivo de informar e, ao mesmo tempo, desanuviar e entreter os cidadãos. “Isso para que as pessoas, em fase inicial de quarentena, possam ler e se divertir com essas sátiras, porque por detrás delas estão as mensagens de esperança, os cuidados de higiene, uma série de questões, de tudo que estamos a viver agora”, observou.

Actividades adiadas

Sobre as actividades teatrais adiadas pelo colectivo, disse que tão logo seja ultrapassada a presente situação, e os agentes culturais possam realizar eventos que envolva um público considerável serão retomadas. “Até agora, não há nada que comprova que essa doença se propague de outra forma, se não, a partir do contacto entre as pessoas. As primeiras medidas dadas, até mesmo pelos cientistas europeus e americanos, é de que os indivíduos devem estar afastados, um dos outros, para reduzir os riscos de disseminação”, lembrou. Por sua vez, Adérito Rodrigues, do grupo Pitabel, reitera a necessidade imperiosa de se ficar em casa, sob pena de virem a ser sancionados pelas forças de defesa e segurança (militares e policias), que trabalham nos quatro cantos do país, para o bem-estar e salvaguarda dos cidadãos. “Infelizmente, essa doença parou todo mundo e nós, enquanto artistas, estamos a fazer a nossa parte, em sensibilizar os cidadãos a ficar em casa, que por sinal é o slogan do momento. Por isso, são mensagens relacionadas com a situação que o país está a viver, o Estado de Emergência, para que todos nós possamos acatar essas medidas”, aconselhou.

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