PRS utiliza redes sociais para sensibilizar cidadãos a proteger-se do Covid-19

A ideia é a de ajudar o Executivo na sensibilização e prevenção do novo Coronavírus, Covid-19, que está assolar o mundo

Por:Ireneu Mujoco

Sensibilizado com o actual cenário desta pandemia que assola o mundo, e Angola em particular, o Secretariado Provincial do PRS no Huambo está a utilizar a sua página oficial do Facebook para sensibilizar os cidadãos a acatarem as medidas preventivas anunciadas pelas autoridades sanitárias. A ideia é ajudar o Executivo na sensibilização e prevenção do novo Coronavírus, Covid-19, com base nos dois decretos presidenciais, promulgados pelo Presidente da República, João Lourenço, informou o secretário provincial, Solias Salende (Lumumba). Em conversa com OPAÍS, a partir do Huambo, o responsável disse ser importante que a sociedade se junte à causa nacional de combater o Coronavírus, através das medidas profilácticas recomendadas pelo Governo.

Disse ser importante que se siga à risca todas as orientações do Ministério da Saúde durante o estado de emergência nacional que o país está a observar há oito dias, para se evitar uma catástrofe. Informou que a intervenção do PRS vem em resposta ao apelo lançado pelo Presidente da República para a sensibilização da sociedade sobre as medidas a tomar e o perigo lactente que p Covid-19 representa para as pessoas. “Quando se fala da Pátria, temos todos de estar sensibilizados por esta causa comum”, sublinhou Solia Salende, reiterando que a única arma para combater e vencer este “inimigo invisível” é acatar as medidas do Governo e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Reconheceu ser uma tarefa difícil sensibilizar a sociedade por esta via, sendo que a maior parte dos cidadãos não tem acesso à Internet, sobretudo nas comunidades rurais. Mas ainda assim, o político acredita que a mensagem está a ser disseminada por aqueles que a recebem, e estes, segundo ele, vão sensibilizando “ os familiares, os vizinhos e outros” sobre a importância da prevenção.

Fome nas comunidades

Durante a conversa com este jornal, Solias Salende revelou que algumas medidas constantes no Decreto de estado de emergência nacional, como as que limitam a liberdade de circulação e a aquisição de alguns bens nas horas normais de expediente, estão a causar fome no seio da população. Do rol das várias consequências, apontou a fome como a que mais preocupa a população, sendo que a maior parte das pessoas não trabalha, enquanto outras dependem da venda informal nos mercados e da venda ambulante. “Como não podem vender no mercado e nem nas ruas durante esse tempo todo, o sofrimento está a agudizar-se a cada dia que passa”, disse. Reforçou que a situação poderá agravar-se ainda mais nos municípios, numa altura em que a limitação da liberdade de circulação impede também que os comerciantes se desloquem para reabastecer as suas lojas nas circunscrições. “Estamos perante uma faca de dois gumes: ficar em casa para não ser vítima da pandemia, ou sair para ir à rua à procura de alimentos para dar de comer à família”, afirmou, reforçando que o Governo tem de encontrar uma solução para acudir a situação dos mais desfavorecidos para evitar que sucumbam de fome.

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