Reclusos novos passam por quarentena obrigatória na cadeia

Os Serviçoss Penitenciário adoptrm, nos 40 estabelecimentos prisionais do país, a quarentena obrigatória de 14 dias a todos os reclusos que entrarem durante esta fase que o país está a passar, de precaução ao contágio do Covid-19. A medida, segundo o porta-voz dos Serviços Penitenciários, Menezes Cassoma, visa assegurar que não haja transmissão dentro das cadeias

Por:Romão Brandão

Em tempo de Covid- 19, embora se tenha declarado o estado de emergência, alguns serviços de justiça estão a funcionar e vai-se registando a entrada nas cadeias de novos reclusos. Para evitar a transmissão do novo Coronavírus aos penitenciários antigos, os Serviços Penitenciários aplicam a estratégia de quarentena obrigatória antes do ajuntamento. As medidas básicas de segurança estão garantidas e a ser tomadas à risca nas penitenciárias angolanas, como fez saber o porta-voz Menezes Cassoma, dentre as quais a lavagem regular das mãos com água e sabão, o uso de álcool-gel, máscara e luvas, se necessário.

“A direcção dos Serviços Penitenciários criou, a nível de todos os estabelecimentos do país, um espaço para quarentena dos novos reclusos. Eles entram no compartimento no primeiro momento, aguardam 14 dias em quarentena e se não tiverem nenhum sintoma juntam- se aos outros”, explicou. Logo à entrada, os reclusos passam pelo teste do termómetro à distância para medir a temperatura antes da quarentena. Desde que se adoptou a quarentena ainda não registaram qualquer caso positivo nos 40 estabelecimentos prisionais que têm espalhados por todo o país, segundo o entrevistado, que falava em exclusivo ao jornal OPAÍS.

O responsável notou que existe ainda alguma insuficiência de termómetros, pelo que estão a potenciar ainda os estabelecimentos das grandes metrópoles e, durante a semana, está-se a envidar esforços para que todos estejam equipados com este material. Entretanto, o procedimento de colocar o preso em quarentena já está a ser feito em todos os estabelecimentos, desde antes do estado de emergência. As visitas aos reclusos estão suspensas, mas os familiares podem levar a alimentação, uma vez que existem alguns reclusos com cuidados especiais. Assim, entrega-se a alimentação, o agente toma as devidas medidas de segurança e leva-a ao destinatário. “Obedece-se a distância de biossegurança entre o agente penitenciário e o familiar, este higieniza as mãos, a comida é registada e depois encaminhada aorecluso”, reforçou.

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