Angola sem novos casos positivos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Angola continua com oito casos positivos de Covid-19 detectados até agora. Cinco infectados apresentam sintomas ligeiros da doença e estão a ser assistidos nas unidades equipadas para o efeito, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Por:Maria Teixeira

Na apresentação diária do ponto da situação epidemiológica do país, o gestor fez saber que até ao dia de ontem não tinham sido registados em Angola novos casos positivos de Covid-19, ou seja, o país continua com os oito casos positivos, já anunciados no dia anterior. “Até ao momento, o quadro não mudou. Ficamos com os cinco casos hospitalizados, um recuperado e dois óbitos. Todos, os cinco estão estáveis”, garantiu ontem Franco Mufinda, em declarações à imprensa. Esclareceu que se trata de casos importados, que do ponto de vista de saúde pública entende-se como casos de pessoas que viajaram a áreas onde se vive a doença e, de regresso ao país, acabaram por revelar- se doentes.

E o país se encontra assim neste momento. Por outro lado, disse que o quadro pode mudar com o andar do tempo, havendo a previsão que já referiu dias atrás de num provável aumento de casos na segunda quinzena do mês corrente, o que poderia levar a ter no princípio do mês de Maio pouco mais de 1000 casos e tendencialmente ir até ao pico no mês de Junho com um acumulado de 10 mil casos. Explicou que existe também o segundo conceito que é chamado de transmissão local, em que o sujeito que regressou ao país pode contaminar uma outra pessoa que não viajou a lado algum.

“Essa progressão da doença até dois sujeitos nós chamamos de transmissão local que pode vir a acontecer, mas ainda não aconteceu no país” esclareceu. Franco Mufinda disse ainda que se o primeiro contacto, ou o o sujeito que teve contacto com este que regressou ao país, for contaminado e depois passar a doença a uma outra pessoa, ali estaríamos diante do terceiro conceito que é chamado de circulação comunitária. “Passamos do viajante ao não viajante que pode distribuir a doença ao vizinho, amigo e a toda a família. Ali sim, já não há controlo e não há contenção e chamamos de circulação comunitária, que não queremos que venha a acontecer no país”, esclareceu. Por outro lado, pediu às pessoas que observem as medidas todas e respeitem o isolamento social, que é ficar em casa e seguir as medidas de higiene, lavar frequentemente as mãos e manter o distanciamento social.

Dois casos suspeitos em internamento

Durante as 24 horas registaram-se cerca de 224 chamadas no CISP e 11 alertas de casos suspeitos, destes, seis foram descartados e cinco investigados, sendo que os dois casos tiveram como fi nalidade o internamento e estão a ser seguidos como casos suspeitos. “Tivemos também acesso a 26 denúncias de violações de quarentena domiciliar. Até a presente data, o sistema registou 336 casos suspeitos e seguimos cerca de 559 contactos. Neste momento estamos a controlar 1918 pessoas que se encontram em quarentena”, disse.

Cerca de 150 amostras estão em processamento 

Até ao momento foram colhidas 591 amostras e estão em processamento 150. Entretanto, fez saber que esforços estão a ser feitos para que até amanhã ou no Domingo as pessoas que se encontram em quarentena institucional possam receber alta. Salientou que as actividades de formação continuam, bem como a aquisição de equipamentos de tecção individual, mas também outros meios de ventilação e medicamentos indicados para o seguimento de casos confi rmados. Também a preparação dos hospitais. De realçar que o último cidadão que fez subir para oito casos positivos de infecção de Covid-19 no país é um sul-africano. Este caso nada tem a ver com as pessoas que cumprem a quarentena institucional.

 

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