Coronavírus pode afectar micros, pequenas e médias empresas na Huíla

As micros, pequenas e médias empresas na província da Huíla, podem experimentar
maus bocados no exercício das suas actividades económicas após a quarentena, decretada
por causa da pandemia de coronavírus que assola o mundo nos últimos tempos

Por:João Katombela, na Huíla

Segundo o presidente da Associação Agropecuaria Comercial e Industrial (AAPCIL), Paulo Gaspar, que falava numa entrevista concedida a Radio Mais/Huila, a economia nacional vai ressentir-se dos efeitos da COVID-19, ja que muitas delas caíram na improdutividade parcial e estas empresas na província da Huila, poderão ser as mais prejudicadas. O responsavel da associação dos empresários na província da Huila, disse ainda que, por esta razão, o risco de muitas empresas perderem a capacidade de gestão e de pagamentos de salários e eminente. Paulo Gaspar informou que em função de as micros, pequenas e medias empresas serem as mais expostas aos riscos, tornase necessário a adopção de politicas viradas para o seu apoio. “Se não houver apoio efectivo, muitas empresas não vão conseguir suportar, principalmente as micros, pequenas e medias empresas, porque as grandes empresas, as grandes multinacionais, conseguiram defender- se”, disse.

Na sequência, Paulo Gaspar explicou que tendo em conta a natureza das actividades destas micros, pequenas e medias empresas poderão perder a capacidade de tesouraria, caso seja prorrogado o período de quarentena. “As micro, pequenas e medias empresas em Angola, quase que vivem do dia-a-dia, vivem do que produzem hoje, para pagar serviços e pagar salários amanha e perdendo a capacidade de tesouraria, estarão falidas”, assegurou. Para que isso ano aconteça, o Presidente da Associação Agropecuária Industrial e Comercial, defende que os bancos minimizem as burocracias que ainda se registam na atribuicao de créditos. “Não pode ser com a taxa de juros que nos temos, nao pode ser com a dificuldade que a banca comercial poe para emprestar a classe empresarial, porque a classe empresarial de facto, quando acabar a quarentena vai estar falida, e vai precisar de um reforço de caixa para poder pagar salários e para se reerguer”, disse.

Periodo de quarentena, vai provocar surgimento de economias deficitárias nas empresas. Por seu lado, o delegado Provincial da Associação Industrial de Angola A (AIA) na Huila, disse que este período de quarentena que o pais vive, vai provocar o surgimento de economias deficitárias nas empresas. Francisco Chocolate adiantou que esta realidade ja esta a ser vivida por alguns pequenos empresários que actuam no sector de transformação de milho e outros cereais na provincia da Huila. “Reunimos com as industrias moageiras na provincia da Huila, falamos com alguns dos seus responsáveis, que estão neste momento, face a crise causada pelo Coronavirus e nos achamos que muitos problemas que se vivem vao alastrar-se. Porque a população, ao ficar retida em casa vai consumir menos do que o habitual e em consequência as empresas comerciais vao vender menos do que o normal”, afirmou.

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