Agentes desportivos destacam ganhos e derrotas da Paz

A Paz, assinalada num dia como hoje, em Luanda, Angola, na Assembleia Nacional, entre o Governo e a UNITA, desenvolveu o país em vários domínios, porém o desporto ganhou e foi ao Mundial da Alemanha em 2006

Por:Mário Silva

A equipa do jornal O PAÍS ouviu, ontem, o comentador desportivo, Paulo Tomás, a vice-presidente da Federação Angolana de Natação (FAN), Ana Lima e o presidente da Federação de Golfe, Almir Soares, para falar sobre os ganhos e derrotas da paz em Angola, data que se assinala hoje em todo o território nacional, num momento de combate e prevenção da COVID-19. O antigo futebolista Paulo Tomás destacou as infra-estruturas desportivas que o país ganhou. Foram construídos quatro estádios de futebol que acolheram o Campeonato Africano das Nações (CAN 2010), logo estão em péssimas condições.

Deste modo, o antigo futebolista falou do estado degradante em que se encontra o Estádio da Tundavala, na província da Huíla e também do gerador que ganhou asas e desapareceu. “Os pavilhões que foram construídos para albergar o Mundial de hóquei em patins em 2013 não estão a ser bem aproveitados? Aliás, é só olharmos para o Multiusos do Kilamba é praticamente um ‘mostro adormecido”, lamentou. Paulo Tomás lembrou que não houve política de gestão dos recintos desportivos, porque quem fazia queria explorar e acabava por não fazer nada. O comentador apontou que o maior ganho do país em tempo de paz foi a presença dos Palancas Negras no Mundial da Alemanha, em 2006 e a entrada de Bruno Fernando na NBA, o título de campeão do mundo da Selecção Nacional de futebol com muletas.

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