País com registo de 162 casos suspeitos de Covid-19

Angola continua com oito casos positivos de Covid-19, dos quais dois óbitos e um recuperado.
Entretanto, existem neste momento 162 casos suspeitos, segundo revelou, ontem, o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião

Por:Maria Teixeira

O general Pedro Sebastião, que falava, ontem, em conferência de imprensa no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, sobre o balanço do oitavo dia de estado de emergência nacional, fez saber que para além de 162 casos suspeitos, 441 pessoas estão em quarentena institucional e 818 em domiciliar, sendo que 38 pessoas já tiveram alta médica. Segundo Pedro Sebastião, estão criadas em todas as províncias do país as condições para o acompanhamento e tratamento de casos locais, com a montagem de centros locais de quarentena institucional e a preparação de locais para isolamento e tratamento de casos testados positivos. “O nosso país não podia deixar de tomar as medidas adequadas, com o objectivo de impedir a sua propagação em território nacional e minimizar o seu impacto social e económico. Por essa razão, o Presidente da República decidiu, pela primeira vez na história recente do nosso país, com base na Constituição e na lei, decretar o estado de emergência”, referiu.

O ministro de Estado disse que 500 pessoas que mantiveram contactos com os oito pacientes diagnosticados positivo em Angola estão em acompanhamento activo.

Angola é o único país de África com quarentena institucional obrigatória

A revelação é da ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, na mesma ocasião. A porta-voz da Comissão Multissectorial para Resposta à Pandemia salientou que nem nos países mais afectados, embora desenvolvidos, foram criadas estas infra-estruturas. “Angola é o único país de África com o modelo de quarentena institucional obrigatória para isolar e controlar pessoas suspeitas de Covid- 19”, afirmou. Entretanto, Sílvia Lutukuta disse que com este modelo de quarentena, que coabita com a domiciliar, se pretende controlar melhor os cidadãos suspeitos, os casos positivos confirmados e anular a propagação da pandemia. Salientau que em muitos países da Europa, da Ásia e da América, enquanto epicentro da doença, não se verifica este serviço ou engajamento diferenciado das autoridades. Angola é o único país, pelo menos em África, com quarentena institucional.

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