Aniversário da paz em Angola celebrado em silêncio na Huíla devido ao Covid-19

O país celebrou ontem 18 anos de paz alcançada a 4 de Abril de 2002, na província da Huíla, o dia foi comemorado em silêncio, fruto do estado de emergência decretado pelo Presidente da Republica, em função do Covid-19.

Por:João Katombela, na Huíla

No Lubango, o dia foi marcado apenas por um discurso proferido pelo governador Provincial da Huíla, Luís Manuel da Fonseca Nunes, numa cerimónia que juntou alguns membros do Governo Provincial. Na ocasião, o governador provincial disse que as comemorações do Dia da Paz foram feitas de forma singular em relação ao que tem sido habitual, em respeito às medidas restritivas que o país vive, por força do estado de emergência por causa da pandemia do Coronavírus.

“São decorridos 18 anos. Lamentavelmente, o tempo que seria de reflexão sobre aquilo que são os ganhos efectivos deste que é, sem dúvidas, um acontecimento digno de ser lembrado todos os anos e de forma efusiva, e este ano de forma ainda particular num ambiente alargado das festividades dos 45 anos de Independência, cujo lema “Angola 45 anos: Unidade, Estabilidade e Desenvolvimento” está afectado pela situação da pandemia do Coronavírus, representando mais um desafio da nossa jovem nação e de todo o mundo”, disse. O governante adiantou que o sacrifício consentido para se alcançar a paz deve ser enaltecido com acções claras e concretas de fortalecimento da coesão e desenvolvimento social. Entretanto, lamentou neste momento particular e de combate ao Covid-19 não foi possível conferir a devida honra a todos os homens e mulheres que se bateram para o alcance da paz em Angola, como deveria ser.

“A consolidação deste grande e irrefutável ganho passa pela promoção permanente de uma cultura de tolerância, com um respeito constante dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos que, neste momento concreto, estão suspensos por força das medidas inerentes ao estado de emergência, cuja finalidade é garantir a preservação do superior e absoluto direito que é a vida de cada um dos nossos cidadãos”, esclareceu. A par da recessão económica do país, agravada com os efeitos e impacto do Covid-19 sobre as economias mundiais, Luís Nunes afirmou que há ainda enormes desafios sociais para os quais se precisa olhar com bastante atenção. O governador provincial da Huíla, sublinhou a necessidade de se fortalecer as boas práticas para enfrentar com êxito o contexto nunca antes experimentado, em que a inovação e a criatividade ganham uma tónica de realce, para elevar-se a capacidade de resolução dos problemas económicos provocados pelo Covid-19.

“Assim, e aqui, volto a enfatizar a necessidade de todos os cidadãos empreenderem esforços no combate a esta pandemia, no acatamento das medidas de prevenção, que são simples, mas eficazes, apelando a resguardarmo-nos, ficando em casa e deslocarmo-nos tão-somente nos casos em que se afigure estritamente necessário, mas sempre com estrita observância das medidas de segurança impostas”, recomendou. Luís Nunes enalteceu, na altura, o sacrifício que está a ser empreendido pelos técnicos de saúde, bem como as forças de defesa e segurança, tendo dito que o engajamento na luta contra o Covid-19 é de todos. “Temos de evitar, a todo o custo, o contagio comunitário e permitir que, em tempo útil, a vida social retome o seu curso normal, considerando que a doença é transmitida de humano a humano, através das micro gotas respiratórias e salivais, produzidas ao espirrar, tossir e falar”, detalhou.

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