PR reafirma necessidade do cumprimento dos cuidados contra o Coronavírus

Para João Lourenço, o cumprimento das medidas de isolamento tem como objectivo evitar ao máximo o surgimento da contaminação comunitária e a propagação da pandemia

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, ontem, a necessidade do cumprimento das recomendações e dos procedimentos de prevenção e combate contra contra a pandemia do novo Coronavírus, que em Angola já fez duas vítimas mortais, contando ainda com seis casos em tratamento e dois casos recuperados. Para João Lourenço, o cumprimento das medidas de isolamento tem como objectivo evitar ao máximo o surgimento da contaminação comunitária e a propagação da pandemia. Numa mensagem a propósito do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, o Presidente referiu que, nesta guerra atípica, “temos duas armas que todos devemos usar ao mesmo tempo”.

Primeiro, apontou, é “ficar em casa” e a segunda arma tem a ver com a necessidade da lavagem das mãos com sabão quantas vezes for possível. Para o Chefe de Estado, só a autodisciplina individual e colectiva poderá salvar os angolanos, de forma a que possam voltar à vida normal e disfrutar dos benefícios da paz e da reconciliação nacional”. Segundo João Lourenço, no dia 22 de Fevereiro de 2002, após décadas de um conflito armado entre os angolanos, que ceifou inúmeras vidas humanas e destruiu grande parte das infra-estruturas com que o país contava, alcançou- se finalmente a tão almejada paz.

O Memorando de Entendimento para a paz no país foi formalizado a 4 de de Abril de 2002, em Luanda. João Lourenço assinala que os angolanos compreenderam que só em paz era possível ter uma Angola democrática, próspera e desenvolvida, com a qual os antepassados sempre sonharam e por ela lutaram. Ressalta que na altura, “o Presidente José Eduardo dos Santos, como estadista”, soube interpretar o sentimento da grande maioria dos angolanos, das igrejas e da sociedade civil, verdadeiros artífices da paz alcançada. Na mensagem que assinala a efeméride, João Lourenço destaca o facto de os angolanos comemorarem o 18º aniversário do 4 de Abril numa conjuntura de crise económica iniciada em 2014, que se foi agravando com o aumento da dívida pública e a baixa dos preços do petróleo nos últimos anos. Acrescenta que o desafio de reverter a situação é grande, mas é realizável, “se todos compreendermos que o caminho é apostar na produção interna de bens e serviços pelo nosso sector empresarial privado e investidores estrangeiros, neste quadro de um melhor ambiente de negócios”.

error: Content is protected !!