UNITA diz que a paz era um objectivo programático de Jonas Savimbi

O partido dá a conhecer que o Comité Permanente da sua Comissão Política jamais abdicará da sua responsabilidade de dialogar, de forma aturada e permanente, para que sejam cumpridos, pelo Governo, os pendentes dos Acordos de Paz, entre os quais constam a conclusão do processo de desmobilização e inserção social dos ex-combatentes e a devolução do seu património material

Por ocasião do Dia da Paz, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público que a paz, alcançada em 2002, era um objectivo programático de Jonas Malheiro Savimbi, consolidado pela UNITA na sua XVI Conferência Anual em Março de 2001. Para o efeito, frisa o partido, Savimbi não se poupou a várias iniciativas diplomáticas e a sacrifícios físicos e materiais. ao ponto de dar a sua própria vida em nome de todos os membros da UNITA e dos angolanos verdadeiramente amantes da paz.

De acordo com uma nota a que o OPAÍS teve acesso, o Comité Permanente da Comissão Política diz verga-se, em homenagem patriótica, à memória de todos os filhos de Angola que ao longo da sua história pagaram com as suas vidas o preço da conquista da paz, assegurando que a todos vai “o nosso compromisso de honra de que a Pátria jamais os esquecerá e que os seus nomes figuram no Panteão da Glória”; De acordo ainda com nota, a UNITA considera que a assinatura do Memorando de Entendimento Complementar do Luena constituiu-se num momento e num quadro das melhores expectativas para os angolanos, individual e colectivamente em todos os segmentos sociais, culturais, eco- 18º aniversário da assinatura dos “Acordos de Paz e da Reconciliação Nacional” decorre sob um clima de recolhimento social, derivado do estado de emergência declarado no sentido de cortar a cadeia de transmissão da pandemia do novo Coronavírus (Covid- 19), salvaguardar a vida e a segurança das pessoas e limitar as graves consequências que lhe são associadas.

Expressa profundo pesar e apresenta às famílias enlutadas das duas vítimas mortais do Covid-19 registadas em Angola, bem como a do padre angolano falecido em França, o seu abraço de solidariedade e as mais sentidas condolências, assim como reitera o apelo para o estrito cumprimento das medidas excepcionais de resposta à pandemia viral, endereçando uma palavra de conforto e coragem para todos os angolanos infectados pelo Covid-19 e internados em vários países. festando o seu total “compromisso de reforçar as bases da Democracia, da Unidade Nacional e do Progresso, sempre na perspectiva da concretização dos mais nobres interesses da Nação Angolana”. Por outro lado, a declaração, citada pela Angop, refere que o nómicos, políticos e espirituais; Porém, volvidos 18 anos sobre esta data, a UNITA refere que o balanço é mitigado, pois Angola vive uma grave crise económico-financeira e social de que não se tem memória, caracterizada pelo aumento da pobreza, aumento do índice de desemprego com ênfase na juventude em idade activa, a subida vertiginosa dos preços dos produtos da cesta básica, a desvalorização da moeda e a consequente perda do poder de compra dos trabalhadores.

Corrupção

O partido aponta ainda a corrupção endêmica e sistemática e a degradação dos valores morais e cívicos, bem como ainda o abuso e violação dos direitos humanos. Neste sentido, a UNITA, “em nome da verdade”, afirma que cumpriu cabalmente o que lhe competia no quadro dos acordos de paz, tal como a sua completa e definitiva desmilitarização, o total desarmamento das suas ex-forças armadas, a incorporação nas FAA dos efectivos, acordados, provenientes das suas ex-forças Armadas, que compreendiam oficiais generais, oficiais superiores e oficiais subalternos, bem como a incorporação de oficiais, de vários níveis, na Polícia Nacional. Do cumprimento consta ainda a sua transformação completa em partido político democrático, à luz do seu manifesto fundante.

Neste sentido, a UNITA dá a conhecer que o seu Comité Permanente da Comissão Política jamais abdicará da sua responsabilidade de dialogar, de forma aturada e permanente, para que sejam cumpridos pelo Governo os pendentes dos Acordos de Paz, entre os quais constam a conclusão do processo de desmobilização e inserção social dos ex-combatentes e a devolução, à UNITA, do seu património material. Por outro lado, face ao leque dos desafios políticos, económicos e sociais, nacionais e internacionais do momento, agravados pela crise do Covid-19, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA reafirma a sua determinação de contribuir positivamente para o aprofundamento da democracia, que tem por epílogo a institucionalização e funcionamento das autarquias, em todo o território nacional e em simultâneo este ano de 2020, de acordo com os compromissos assumidos. Constam ainda as reformas necessárias à Constituição da República e a “plena conclusão da reconciliação nacional, processo que os sucessivos governos têm intencionalmente adiado”, finalizaza.

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