Falta de apoios condiciona publicação de obras infantis na Lunda-Sul

O desabafo é de Tau Lunga Mana, docente universitário, que preocupado com a situação resolveu lançar um desafio ao empresariado local, e não só, para apoiarem iniciativas dos jovens para a publicação de livros infanto-juvenis

O docente universitário Tau Mana apelou aos empresários da província da Lunda-Sul a apoiarem as iniciativas dos jovens para a publicação de livros infanto-juvenis. Preocupado com a situação, o processor admitiu haver muitos jovens a escreverem poesia, histórias e cartilhas informativas para crianças o que, no seu entender, estes só não se afirmam no mercado literário devido às dificuldades financeiras, associadas à exiguidade de gráficas e editoras, naquela província.

Tau Mana afirmou que actualmente regista-se um abrandamento na produção de obras infanto-juvenis, razão pela qual desafia o Ministério da Cultura a definir políticas de incentivo que visam colocar a criança no centro das prioridades, alinhado aos 11 compromissos assumidos pelo Executivo angolano, e da parte de empresários custearem as despesas.

O docente recordou que a literatura infantil teve início na Europa, em meados do século XVIII, quando, devido às transformações sociais da época, a criança começou a ganhar uma certa atenção, levando os fazedores da literatura a dedicarem obras a ela. Realçou que o primeiro livro editado no país e escrito por um angolano data de 1850 e foi publicado em Luanda pouco depois de se ter instalado a Imprensa Oficial.

Trata-se de um livro de poemas, intitulado “Espontaneidades da minha alma”, de José da Silva Maia Ferreira.

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