Sindicalista defende a divulgação da informação sobre Covid-19 em línguas nacionais

A ideia é dar respostas às reclamações das autoridades tradicionais e de activistas cívicos que defendem mais e maior divulgação da mensagem nas zonas rurais

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, considera que, neste período de estado de emergência nacional, os órgãos de comunicação social devem intensificar a comunicação nas diferentes línguas locais, de modo a que a mensagem possa também chegar à população que vive nas áreas mais recônditas do país.

O sindicalista falou a OPAÍS quando instado a avaliar o desempenho da classe jornalística nesta fase em que Angola vive em estado de emergência nacional, decretado pelo Presidente da República,
João Lourenço, para travar o novo Coronavírus (Covid-19). Sobre o desempenho dos jornalistas, o Teixeira Cândido manifestou-se satisfeito, pelo facto de, além do seu papel de divulgar os factos, estarem também envolvidos em campanhas de sensibilização e prevenção contra a disseminação desta pandemia.

Teixeira Cândido considerou que os jornalistas estão a cumprir o seu papel na divulgação de informação oficial da comissão multissetorial e ao mesmo tempo transmitem sobre “o cumprimento ou incumprimento do estado de emergência”, decretado a 23 de Março. Lamentou o facto de a comunicação de prevenção não estar a chegar às áreas mais recônditas do país, recordando ser um velho problema que persiste há vários anos. “A Rádio Nacional de Angola passa duas ou três vezes para cada uma das línguas faladas. Mas não é o suficiente”, disse, reforçando que não se trata apenas da a informação sobre o Covid-19, mas também de outros factos, sendo este um direito constitucional.

O responsável defendeu a intensificação da comunicação em todas as línguas nacionais neste período em que o mundo, e o país em particular, está a viver um momento difícil, decorrente desta doença que continua a fazer vítimas mortais em todo o planeta. “O que entendemos é que se deve intensificar a comunicação nas diferentes línguas locais, dedicar mais tempo, de modo que a mensagem possa também chegar àquela população que vive nas áreas mais recônditas do país”, insistiu o sindicalista.

Comportamento dos jornalistas nas redes sociais

Questionado sobre o comportamento das redes sociais, Teixeira Cândido espera que os jornalistas continuem a ser um espelho para a sociedade no que à informação diz respeito. “Quer estejamos na condição de jornalistas, quer estejamos na condição de cidadão que expressa uma determinada opinião”, aconselhou, reforçando que os jornalistas não devem combater a existência das mesmas, “porque elas não são inimigas de ninguém”.

Sublinhou que as redes sociais “têm a sua utilidade, são benéficas, podem dar muitas pistas”, mas alertou que não se deve deixar cair por tudo o que nelas aparece, pelo que aconselha a classe jornalística a continuar a fazer o seu trabalho “com isenção e rigor”, na perspectiva de que a sociedade esteja informada e possa prevenir-se do Covid-19.

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