UNITA reitera apoio ao Governo para travar risco do Covid-19

O Governo Sombra da UNITA realizou, ontem, em Luanda, uma conferência de imprensa em que abordou a situação do país ante a pandemia do novo Coronavírus

A UNITA e o seu Governo Sombra reiteraram, ontem, o seu apoio aos esforços combinados do Estado angolano no cumprimento das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), no sentido de implementar as medidas de prevenção, a todos os níveis, tendentes a impedir a propagação comunitária do Covid-19. Na conferência de imprensa, orientada pelo seu primeiro-ministro, Raul Danda, o governo sombra considerou que, dadas as dificuldades de realizar uma busca mais activa de casos, e olhando para o padrão estabelecido de disseminação da doença, a UNITA pensa haver razões objectivas para se temer que a qualquer momento possa ocorrer uma modificação súbita na evolução da propagação da doença no país, passando a um crescimento exponencial, cujo pico é imprevisível.

Por esta razão, a UNITA considera que o risco da pandemia em Angola mantém-se elevado e que o alerta vermelho intenso deve ser mantido, não devendo as autoridades e os cidadãos baixar a guarda. Como medidas urgentes a tomar, o governo sombra da UNITA recomenda que sejam diversificadas as campanhas de sensibilização, no sentido de levar às populações conhecimento adequado sobre o Covid-19. Recomenda ainda que sejam afinados os mecanismos para impor o confinamento das pessoas, ou seja, intensificar a campanha “ Fica em Casa” e ampliar largamente, com urgência, a capacidade de realizar
testes que permitam uma busca mais activa de infectados na comunidade.

Salienta que, apesar do número de infectados ser relativamente baixo, mantém-se elevado o risco de propagação do vírus em Angola, visto que o primeiro caso positivo deu entrada no país no dia 12 de Março, altura em que não se tinha ainda estabelecido a quarentena obrigatória, institucional ou domiciliar.

O governo sombra da UNITA, enaltece, por outro lado, os esforços dos profissionais de saúde, dos órgãos de comunicação social e das forças de segurança, “que fazem tudo o que está ao seu alcance para contrapor a força da pandemia no país”, evitando, desse modo, o pior, Mas repudia e condena, por outro lado, os excessos cometidos contra pacatos cidadãos, seus bens e património, que marcaram negativamente a primeira semana da vigência do estado de emergência nacional.

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