Chegaram e iniciam funções dentro de 10 dias

Já está  em Luanda o contingente de profissionais de saúde de Cuba para apoiar a luta contra a pandemia do COVID-19  e começa a trabalhar já dentro de 10 dias.

Os   257 médicos  vão  a exercer funções nas unidades sanitárias , segundou informou a ministra da Saúde, Sílvia Lutukutuca.

Em declarações à imprensa, no aeroporto internacional 4 de Fevereiro,  a ministra disse  que o contingente vai cumprir uma quarentena de 14 dias, depois de já o terem  feito em Cuba, durante 14 dias, e terminada esta fase, tendo reiterado que serão distribuídos nos 164 municípios do país.

Lutucuta acrescentou  que o corpo de profissionais é composto de especialistas em medicina intensiva, anestesia, infecciologia, saúde pública e familiar com formação em desastre e combate a pandemias.

“Começam a ser distribuídos ao país depois que cumprirem os cinco dias de quarentena, o mínimo exigido depois de o terem feito em Cuba, por 14 dias”, disse, destacando a valia que os médicos cubanos vão trazer a Angola, numa altura em que regista-se uma grande procura internacional desses profissionais.

“O apelo que o Presidente da República efectuou ao governo cubano fez com que Angola estivesse na primeira linha e dos poucos países que recebeu um contingente maior de médicos”, disse, para quem, além de garantir assistência clínica, os médicos cubanos vão formar profissionais angolanos.

País tem fármacos contra Covid – 19

Além dos profissionais cubanos, Angola importou e recebeu ainda 30 toneladas de interferon, cloroquina, azitromicina, medicamentos utilizados internacionalmente para o combate à Covid – 19.

“Cuba é um grande produtor de medicamentos e tem grande indústria farmacêutica”, reconheceu Sílvia Lutukuta que, durante o seu breve discurso de boas vendas aos médicos, destacou a “irmandade e laços históricos existentes entre os povos irmãos”.

“Estamos à altura”- Medicos cubanos.

Em Angola, pela primeira vez, o profissional cubano especialista em medicina geral integrada, José Lavina, disse à Angop que chegaram com “sentimento de irmandade” e ajudar o povo irmão na luta contra a pandemia.

Disse que o facto de Cuba estar infectado, em menor escala, e a experiência são “antídotos” para que, com profissionais angolanos, consiga se pôr fim a possível propagação da doença, priorizando a medicina preventiva, por via de educação para saúde, nas comunidades.

“Estamos animados e convictos de pôr fim nisso (doença) ”, disse, ao terminar, de forma enfática, sob cortejo solidário presenciado por membros da Comissão Interministerial para a Resposta ao Covid – 19, com o Pedro Sebastião à testa.

Tal como deu a conhecer a embaixada cubana, em nota distribuída às redacções, a brigada é composta por 258 especialistas da saúde de diferentes especialidades médicas, somados aos especialistas cubanos que já trabalham em Angola no sector da saúde, totalizarão 1105.

Esse novo grupo recebeu treinamento especializado sobre as características da pandemia e os meios para enfrentá-la.

No terminal aéreo do aeroporto 4 de Fevereiro, os médicos cubanos foram recebidos pelas autoridades sanitárias angolanas e por  representantes  da embaixada de Cuba em Angola.

Ao desembarque não faltaram palmas de saudação e de boas-vindas por parte dos funcionários aeroportuários.

C/ Angop

error: Content is protected !!