Cubanos formam 1.500 angolanos para o combate à Covid-19

O país continua com os 19 casos positivos de Covid-19, dos quais dois óbitos e dois recuperados, ou seja, sem registos de novos casos nas últimas 48 horas. Entretanto, já foram processadas 1.154 amostras, das quais 1.058 tiveram resultado negativo e 77 amostras estão em processamento, revelou, ontem, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta

Mil e 500 técnicos de saúde angolanos começam a ser formados em matérias de medicina familiar para vigilância epidemiológica comunitária a partir de Segunda-feira, 13, por médicos cubanos, no sentido de evitar a propagação do novo Coronavírus no país, revelou Silvia Lutukuta à imprensa. Durante a apresentação diária sobre a evolução da pandemia no país, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, a titular da pasta fez saber que a formação será feita na Clínica Girassol, por possuir condições propícias para as aulas práticas.

Por enquanto, os profissionais que chegaram ontem ao país estão em quarentena institucional. A ministra da Saúde explicou que essa medida é fundamental, embora já tenham ficado em quarentena e feito o exame para detectar se são portadores do Covid-19 no seu país de origem. Garantiu que durante esse período, esse profissionais cubanos farão mais uma curta quarentena e serão testados em Angola para cumprir os requisitos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Provavelmente não terão necessidade de fazer os 14 dias, mas será um tempo para garantir que os testes de cá, de Angola, também são negativos”, explicou. Em relação aos acontecimentos das últimas 24h00, disse que “nas últimas 48 horas, não tivemos mais nenhum caso registado. Mantemos o total de 19 casos, com dois recuperados e dois que resultaram em morte”.

Por outro lado, contou que se continua a tomar as medidas de saúde pública, vigilância epidemiológica e laboratorial, bem como os manejos de casos. “Todos os nossos viajantes que estavam nos centros de quarentena institucional já foram testados e, por essa altura, está a ser feita a testagem dos profi ssionais de saúde que estavam a acompanhar estes viajantes nos centros de quarentena, bem como trabalhadores dessas unidades”, frisou. Segundo a governante, continuam os reforços das medidas de vigilância epidemiológica e laboratorial, bem como o aprimoramento das condições para a assistência hospitalar dos eventuais pacientes com Covid-19. “As medidas de protecção individual e colectiva devem continuar.

O isolamento ainda é prioritário. Fruto do acatamento das medidas estabelecidas é que ainda só temos casos importados, não temos transmissão local, nem tão pouco transmissão comunitária”, garantiu a ministra. Entretanto, Sílvia Lutucuta disse que o país continua num estado de alerta e neste contexto gostaria que a população evitasse o agrupamento desnecessário, mantivesse o distanciamento e acatasse as medidas básicas de protecção individual e colectiva de forma geral.

“O ajuntamento de pessoas é um grande factor de risco nesta cadeia de transmissão e continuamos a fazer o apelo. Temos de educar a nossa população a continuar em casa porque essas medidas de excepção não são férias, mas medidas para prevenir a doença, termos uma população saudável, evitar mortes e uma pressão assistencial nas nossas unidades”, disse.

Regresso às províncias vetado a pessoas em quarentena obrigatória

Questionada sobre a abertura das fronteiras internas, uma vez que Luanda é centro epidemiológico da pandemia no país, esclareceu que as fronteiras serão abertas somente por 48 horas para facilitar o regresso de pessoas que estão deslocadas por esta altura.

“Nos primeiros dias, algumas pessoas, por várias razões, acabaram por ficar fora das suas províncias e não têm condições de subsistência. de forma controlada, vai-se levantar a seca sanitária, mas só para as pessoas regressarem aos seus locais de residência e não para passear, aproveitar o fi m-de-semana”, esclareceu. disse ainda que só regressam aqueles que não estão a cumprir quarentena obrigatória. Os que estão a cumprir a quarentena obrigatória, institucional ou domiciliar, não poderão regressar.

Por outro lado, as equipas de saúde pública terão os dados das pessoas que regressarão às suas províncias, de modo a manter o controlo sobre as mesmas.
Médicos cubanos serão distribuídos pelos 164 municípios do país A titular da pasta reafi rmou que os médicos cubanos recém-chegados ao país vão ser destacados em todos os municípios., no âmbito da política de garantir assistência especializada em todas municipalidades, com vista a mitigar as carências que se tem no sistema de saúde.

“Para o cumprimento desta acção vamos colocar nos 164 municípios do país médicos especialistas em medicinageral e familiar. Por serem áreas em que o país tem uma carência gritante”, frisou. Acrescentou de seguida que “precisamos de dar respostas contundentes porque estamos numa guerra sem fronteiras e sem limites contra a Covid-19, que é o inimigo número um de todo o mundo”. Sílvia Lutukuta fez saber que para além desses especialistas em medicina familiar, a delegação cubana é constituída também por especialistas em infecciologia, estatísticas, saúde pública, cuidados intensivos, laboratório, entre outras especialidades. O novo Coronavírus, responsável da pela pandemia Covid-19, surgiu na China em dezembro de 2019. O surto espalhou-se por todo o mundo e matou milhares de pessoas, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar uma situação de pandemia.

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