Governo de Benguela bate no fundo e exige mais dinheiro para prevenir a Covid-19

O governador de Benguela, rui Falcão, revelou, Quinta-feira, 9, ter recebido 100 milhões de kwanzas para fazer face às despesas decorrentes da prevenção da Covid-19 e exije novo reforço financeiro

Apesar dos Kz 100 milhões de dotação orçamental, recentemente, o governador de Benguela apelou ao Governo Central para a necessidade de se reforçar financeiramente as províncias, uma vez que, na altura, já se previa a prorrogação do estado de emergência pelo Presidente da República, como forma de conter a propagação da pandemia.

À imprensa, depois de ter recebido doações de alguns empresários e do seu MPLA, Rui Falcão disse estarem criadas as condições infra-estruturais para fazer face a qualquer situação que venha a surgir em Benguela, tendo, na mesma ocasião, reclamado da falta de condições porque, justifica o governante, “faltando meios, falta tudo”. O timoneiro de Benguela revela ter recebido das estruturas centrais, no âmbito dos nove milhões de dólares até aqui gastos no país pelo Executivo angolano, 100 milhões de kwanzas, com os quais a Comissão Provincial de Saúde, de que é coordenador, tem estado a trabalhar. “Ainda tem uma reserva estratégica, mas é com ela que estamos a trabalhar”.

“É bom dizer que recebemos um gesto significativo da Sonangol, 35 mil litros de combustível por semana e com este vamos reduzir significamente os gastos que tínhamos com a operação (os gastos)”, enaltece. Esta acção da petrolífera angolana surge dias depois de o governador ter reclamado dos gastos com o combustível. Questionado pelo OPAÍS se já tinha desmantelado a rede de açambarcadores de gás de cozinha que estaria a causar escassez do produto no mercado, Rui Falcão, que reclama sistematicamente de estar a gerir “só” problemas, referiu que tem “estado a trabalhar…Ontem, foi o dia do gás, hoje das praças…Estamos a tentar educar as pessoas, no sentido de criarmos as melhores condições para que não aconteça nada”.

MPLA doa bens ao seu Governo

O Governo de Benguela, por via de uma nota a que tivemos acesso, apelava, no dia 7, a empresários e não só para que procedessem a doações de bens de primeira necessidade, de modo a ajudar as famílias mais carenciadas. E, face ao combate à pandemia, pedia, igualmente, a doação de meios técnicos. A responder ao apelo esteve o MPLA, partido de que Rui Falcão é primeiro-secretário provincial, e empresários.

O partido que sustenta o Governo levou bens de primeira necessidade, detergentes e outros bens. O segundo secretário provincial do “M” realçou à imprensa que, à semelhança do que ocorre no Bureau Político, alguns membros do Comité local deverão ser, nos próximos dias, orientados igualmente a doarem 25 por cento dos seus salários.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Alassola, Tambwe Mukaji, a quem se lhe arrestou a África Têxtil, realçou que, dentro de dias, a sua unidade fabril deverá produzir mil máscara por dia e lamenta a falta de acessórios, como elásticos e uma matériaprima. Os empresários doaram ao Governo de Benguela toalhas, lençois e outros produros têxteis, além de capacetes de protecção para os técnicos.

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