ADRA defende inclusão dos parceiros sociais na assistência aos mais vulneráveis

esta semana, o Executivo deu a conhecer a disponibilização de 315 milhões Kwanzas para apoiar as famílias mais carenciadas, no âmbito das medidas de prevenção e combate ao novo Coronavírus

O director da Associação de Desenvolvimento Rural e Ambienta (ADRA), Carlos Cambuta, defende a inclusão dos parceiros sociais na gestão dos recursos públicos destinados aos mais vulneráveis. Esta semana, o Executivo deu a conhecer a disponibilização de 315 milhões Kwanzas para apoio às famílias mais carenciadas, no âmbito das medidas de prevenção e combate ao novo Coronavírus.

Para Carlos Cambuta, no âmbito da transparência e gestão destes recursos, é necessário que o Estado recorra ao auxílio da sociedade civil nacional e internacional, de forma a que estes recursos beneficiem, de facto, as populações mais vulneráveis. Para o activista cívico, a falta de inconclusão destes parceiros poderá comprometer o programa, que visa ajudar os que mais precisam.

Segundo Carlos Cambuta, desde o alcance da Independiencia Nacional, é a primeira vez que o país conhece um estado de emergência. Esse período, frisou, constitui uma aprendizagem para todos, quer os governantes, quer os governados. Porém, para uma melhor gestão dos recursos públicos, é necessário que haja, da parte do Estado, a disponibilidade de dialogar e incluir os parceiros sociais na gestão dos valores disponibilizados aos mais carenciados.

Conforme explicou, a falta de sensibilidade e transparência dos gestores poderá inviabilizar o programa, que, no seu entender, constitui um instrumento importante na mitigação das dificuldades causadas pelo novo Coronavírus. “Estamos todos a aprender com o actual cenário. Portanto, a participação de todos é fundamental, no âmbito da boa transparência do programa”, frisou.

No entanto, numa altura de dificuldades sociais, em que grande parte das família enfrentam carências devido às restrições impostas pelo estado de emergência, Carlos Cambuta considera de fundamental importância a disponibilização de verbas públicas alocadas aos mais carenciados. Para ele, essa atitude do Estado reflecte a preocupação para com os que mais sofrem.

“Valorizamos o esforço e a atitude do Estado em prol dos mais necessitados. Porém, defendemos que haja transparência e gestão dos recursos”, frisou, “para permitir que eles cheguem aos que mais precisam”.
Agricultura é a saída Por outro lado, Carlos Cambuta defende uma séria aposta na agricultura, para que o país ganhe sustentabilidade alimentar e torne as suas populações mais independentes, sem necessidade de reurso à importação.

Neste sentido, frisou, é necessário que haja, no mais curto espaço de tempo, uma aposta do Estado no processo de diversificação da economia, para permitir que o país alcance a sustentabilidade económica e financeira. “Com a actual redução dos órgãos ministériais, seria fundamental que os recursos fossem alocados na garantia da sustentabilidade económica”, notou.

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