Cidadãos com dificuldades de regresso em Malanje

Vários cidadãos, retidos em Malanje por causa do estado de emergência que o país vive, enfrentam entraves no regresso às suas zonas de origem, por dificuldades de transportes públicos, apesar da abertura da cerca sanitária ontem, Sábado, e hoje. As paragens estavam sobrelotadas de passageiros, mas as operadoras públicas e viaturas privadas não satisfazem a procura, devido à insuficiência de transportes, além dos preços da corrida oscilarem entre quatro mil para autocarros e sete mil kwanzas para ligeiros, segundo a Angop.

Nesta altura, a maior parte dos cidadãos pretende regressar para Luanda, ao passo que para as províncias do Cuanza-Norte, LundaSul, Lunda-Norte e Uíge o número de passageiros é reduzido. Entretanto, os parques dos transportes públicos da Macon, Tcul e Morvic registaram muita enchente e era visível a impaciência e desespero de muitos passageiros.

O gestor da TCUL em Malanje, Jorge Mbande, disse que estão a transportar passageiros que já compraram bilhetes de passagem para Luanda antes do estado de emergência, e no seu regresso levam outros cidadãos da capital do país. Precisou que os bilhetes estão a ser comercializados a 3 mil e 500 kwanzas e estão a levar apenas passageiros para Luanda.

O chefe de departamento do Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana, Monteiro Júnior, disse que foram tomadas algumas medidas para as empresas de transporte públicos fazerem a transportação do pessoal que se encontra retido em Malanje para as suas cidades de origem, sendo que os que especularem o preço da passagem serão responsabilizados judicialmente.

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