Estilista confecciona máscaras de tecido reutilizáveis para prevenção do Coronavírus

Numa primeira fase foram solicitadas à estilista Dina Simão um total de 350 máscaras, cuja confecção decorre num espaço adaptado, na sua residência, destinadas a clientes individuais e colectivos

A estilista angolana, Dina Simão, foi solicitada por vários clientes, em Luanda, como clínicas e embaixadas, para a produção de máscaras de tecido, que devem ser utilizadas na prevenção da Covid-19, que se regista no país desde Março do ano em curso. São 350 máscaras, numa primeira fase, que a também apresentadora de televisão está a confeccionar, para os devidos clientes, uma vez que, no mercado, regista-se a escassez de máscaras hospitalares, uma necessidade para uso diário. “Peguei a minha arte de estilismo e costura e estou a fazê-las.

Ela é de uso obrigatório, por isso, virei-me especialmente para esta questão, uma vez que não podemos todos as ter aquelas que são validadas pela Organização Mundial da Saúde”, referiu Dina, em conversa com OPAÍS. A estilista, antes mesmo de começar com o projecto, efectuou contactos e pesquisas aos países que lutam diariamente contra essa doença, como a Itália e Portugal, de onde obteve informações que lhe permitiram a sua confecção, quanto ao tipo de tecido recomendável.

Segundo ela, o facto de as máscaras de panos poderem ser desinfectadas, ou lavadas com água e sabão e, posteriormente, passadas a ferro a mais de 90 graus, para eliminar os vermes, garante a sua reutilização. “Os grandes atelieres na Itália, os designers de moda, estão todos a fazer esses utensílios para o combate à doença. Em Portugal, por exemplo, no atelier onde um dia trabalhei, devido à conjuntura estão também a fazer e são distribuídas nas comunidades. Mas para isso, foi-lhes aconselhado um tipo de tecido ideal”, enfatizou.

Produção Tendo em conta a urgência do assunto e a actual dificuldade de movimentação, em consequência do Estado de Emergência decretado, Dina Simão montou um espaço na sua residência, onde trabalha com o material resgatado do seu atelier, adquirido durante as suas viagens a vários países. E, devido às constantes solicitações, deseja trabalhar em equipa, que seria composta pelas suas alunas da escola de estilismo Art Fashion, mas a restrição de mobilidade das mesmas tornou o intento gorado. “A cada dia tenho tido mais encomendas.

Então, estou a ver como dar respostas, porque de facto são muitas. Por isso, chamei as minhas alunas, só que estão em outras artérias da cidade. Ainda assim, estou a pensar como resolver esta questão, que é de facto viável”, observou. Quanto ao material em uso na confecção das mesmas, disse que durante as viagens que faz, tem por hábito adquiri-los, ao invés de roupas de marca, uma vez que não deteriora. “Iria eu imaginar que esse material, que trouxe há algum tempo para outros fins, usaria nesta altura para fazer máscaras e salvar vidas?! Deus de facto, às vezes, nos ilumina de maneira fantástica”, enalteceu.

Cumprimento das medidas preventivas Sobre a doença que tem vitimizado muitos cidadãos de vários países, a talentosa considera de grande preocupação e defende a mobilização e consciencialização de todos.

“É só ligarmos a televisão, o rádio e nas redes sociais, para ver o que está a acontecer no mundo. De facto é uma grande catástrofe!”, lamentou, tendo ainda referido que, “Devemos lembrar que fazemos parte deste mundo. Se os números actuais de infectados no nosso país são de facto reais, então nós somos um povo abençoado por Deus. Mas, isso não é motivo para deixarmos de ter consciência, prevenção e cautela”, aconselhou.

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