Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recebe alta do hospital após internação com coronavírus

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recebeu alta do hospital neste domingo (12) depois de passar por cuidados na UTI com covid-19, a doença causada pelo coronavírus, segundo o governo britânico.

Johnson, de 55 anos, estava sendo tratado no Hospital St. Thomas, em Londres, desde domingo passado. O primeiro-ministro não irá voltar imediatamente ao trabalho, de acordo com o governo britânico, “por recomendação de sua equipe médica”. Vai repousar em Chequers, a residência de campo dos primeiros-ministros britânicos.

Ele havia sido internado dez dias depois de receber resultados positivos para coronavírus e após apresentar “sintomas persistentes”, incluindo febre e tosse. Johnson ficou três noites na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), até quinta (9).

“Seus sentimentos estão com todos afetados por essa doença”, disse comunicado do governo, que ainda agradeceu os funcionários do hospital onde Johnson ficou internado pelo “excelente cuidado” que recebeu.

A noiva do primeiro-ministro, Carrie Symonds, publicou mensagens de agradecimento no Twitter. Symonds está grávida, e deve dar à luz em dois meses. Ela teve sintomas de coronavírus, mas não foi testada, e ficou em autoisolamento.

“Houve períodos na semana passada que foram muito obscuros. Mando meus sentimentos para aqueles em situações semelhantes, preocupados com seus entes amados”, escreveu Symonds, que ainda agradeceu o NHS, sistema de saúde público do Reino Unido, e a equipe do hospital que tratou Johnson.

“Nunca vou parar de agradecê-los.”

Casos no Reino Unido

No sábado, o Reino Unido registrou 917 novas mortes em decorrência de coronavírus, elevando o número de mortes para 9,875. O número não inclui mortes fora de hospitais. No total, há 78,991 casos confirmados de coronavírus no Reino Unido.

Um dos cientistas conselheiros do governo, Jeremy Farrar, disse em um programa da BBC que o Reino Unido pode ser “um dos países mais afetados, senão o mais afetado” pelo coronavírus na Europa.

O alerta do diretor do Wellcome Trust, fundação dedicada a temas de saúde, vem um dia em que o Reino Unido provavelmente ultrapassará o marco de 10 mil mortes pela covid-19. Atualmente, a Itália tem o maior número de mortes na Europa, com mais de 19 mil, seguida da Espanha, França e Reino Unido, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

A Alemanha manteve mortes abaixo de 3 mil.

Farrar, membro de um grupo que aconselha o governo em temas científicos durante emergências, disse que a “incrível” quantidade de testes sendo levada a cabo na Alemanha tem sido chave para manter as internações em um número abaixo das internações no Reino Unido.

Jeremy disse que, ao testar, os países conseguiram isolar pessoas com covid-19, prevenindo que elas transmitissem o vírus para outras, enquanto davam mais tempo para os hospitais se prepararem.

BBC

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