Sobe para quatro o número de recuperados e mantêm-se os 19 positivos de covid-19

angola não registou qualquer caso positivo de Covid-19 nas últimas 72 horas, ou seja. Entretanto, subiu para quatro o número de recuperados, mantendo-se, assim, os 19 infectados, dos quais dois resultaram em óbito, revelou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Subiu para quatro o número de cidadãos recuperados da Covid-19 e os outros 13 infectados apresentam sintomas leves. O país não registou casos positivos da doença nas últimas 72 horas, ou seja, nos últimos tês dias, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda. O governante fez tal revelação na habitual conferência de imprensa que decorre diariamente no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, com vista a esclarecer o país sobre o estado da doença em Angola. Franco Mufinda descreveu a recuperação dos dois pacientes que se encontravam internados na Clínica Sagrada Esperança da Ilha de Luanda como “uma alteração positiva no seguimento dos casos”. “Continuamos com 19 casos confirmados, com corte de dois óbitos.

Conseguimos recuperar mais dois pacientes. Sendo assim, temos quatro pacientes recuperados. Esses dois pacientes recuperados continuam internados na Clínica Sagrada Esperança da Ilha”, disse. Entretanto, garantiu que se continua a fazer o seguimento dos 15 casos (somados os dois novos recuperados) e que, apesar da recuperação dos infectados, decidiram fazer mais um seguimento de 14 dias dos pacientes recuperados, mas que todos apresentam-se estáveis.

Sobre a geografia da doença, o secretário de Estado para a Saúde Pública explicou que não mudou, sendo que a província Luanda continua a ser a única a registar casos. Salientou que Talatona, Belas, Maianga, Ingombota, Samba, Viana e Kilamba Kiaxi são as localidades onde estão situados os 19 casos positivos confirmados no país e os pacientes são de nacionalidade angolana e sul-africana.

Neste momento, a faixa etária vai de um a 62 anos de idade, havendo maior predominância do sexo masculino, com 13 casos, contra seis do sexo feminino. Por outro lado, o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) registou, nas 24 horas anteriores, nove denúncias de violações de quarentena domiciliar e cinco alertas de casos suspeitos, dos quais um foi seguido em investigação e descartado.

“No que respeita a quarentena houve uma alteração positiva. Estamos a falar nesse momento de 412 pessoas expostas a serem acompanhadas nas duas quarentenas e 32 pessoas tiveram as suas altas”, contou.

Funcionários dos hotéis que tiveram contacto com os infectados testaram negativo

Franco Mufinda fez saber que na actividade laboratorial cerca de 1.166 amostras foram processadas até ao momento, sobrando 35 amostras. Referiu que a maior dos contactos, sobretudo as pessoas que trabalham nos hotéis e estiveram em contacto com os 19 casos positivos, já tiveram os seus resultados: foram negativos. Faltam apenas o grupo de 35 indivíduos que será analisado hoje.

“No capítulo de casos suspeitos, nós até à data de hoje (ontem), temos cerca de 363 casos suspeitos a volta dos 19 casos confirmados, com 696 contactos também a serem seguidos”, referiu. Realçou que os dados supracitados são validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o CDC Atlanta, uma vez que o Ministério da Saúde trabalha com esses depois organismos. “Desde a validação do dado primário até a publicação, temos em toda essa cadeia a presença de dois técnicos da OMS e do CDC Atlanta. Os dados são verídicos. Reafirmamos que havemos de manter as medidas que chamamos aqui todos os dias”, frisou.

País com uma sequência de um caso por dia
Franco Mufinda disse, por outro lado, que o Ministério da Saúde está a fazer o seguimento de outras doenças de contágio maior e com elevada velocidade que muito dependem dos contactos, sendo que se as pessoas acatarem todos os conselhos já referidos e haverá poucos casos. de acordo com o governante, a obediência dessas medidas leva a linear a curva.

Uma vez que o país tem uma sequência de quase um caso por dia, se se tiver em conta que estamos no 20º dia desde a descoberta do primeiro dos 19 casos. “Afinal de contas, nós ainda lidamos com um pacote maior de doenças, como a malária, tuberculose e o crescimento de doenças crónicas não transmissíveis que também merecem seguimento. Logo, devemos evitar convivências hospitalares da Covid-19”, disse. Mas para isso acontecer, frisou, se deve acatar as medidas, uma vez que não existe outra forma. Em todo o mundo o que se faz é justamente acatar estatisticamente o que se chama “achatamento da curva”.

Entretanto, o secretário de Estado para a Saúde Pública disse que se tem de baixar a curva e evitar os contactos, reduzir a probabilidade de não lavagem das mãos para evitar que se tenha essa curva em acima e bastante gente que eleve a demanda hospitalar dos serviços. Entre as medidas de protecção, realçou que as pessoas devem continuar em casa, observar a higiene individual e o isolamento social. Franco Mufinda garantiu que o Ministério da Saúde continua com a formação, a busca activa, a preparação dos hospitais e aquisição de meios médicos e medicamentosos.

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