ONG Rise diz ter construído mais de 100 escolas com apoio de petrolíferas

154 escolas do ensino primário e secundário foram já construídas, desde 2003 até agora, em várias províncias do país, resultado da parceria entre a organização não-governamental Rise Angola, a sua congénere americana e o sector da Educação, com vista ao alargamento da rede escolar nacional

 

O director nacional da Rise Angola, Adriano Huambo, revelou, ontem, em Benguela, que o projecto Educate a Child, a petrolífera americana Exxon Mobil, a britânica BP e a congénere Rise Internacional, dos Estados Unidos, têm ajudado a financiar a construção de salas de aulas, sobretudo nas províncias do Bié e de Benguela, no âmbito de uma parceria que já dura há 17 anos. Adriano Huambo disse, em entrevista à Angop, que o projecto de apoio a Educação arrancou em 2003, na província do Bié, no período pós-guerra, com estabelecimentos de ensino de emergência, construídos inicialmente de adobe, e a partir de 2007, no Bocoio, passouse à construção definitiva, com a ajuda de doadores. De 2003 até a presente data foram já inauguradas um total de 154 unidades escolares, a maioria de construção definitiva, com cinco a 24 salas de aulas, ressalta Adriano Huambo.

“Começámos com escolas de adobe de cinco salas. Em 2007,passamos para seis, oito. Mas temos uma de 24 salas, na cidade de Benguela”, frisou, salientando que à medida que o tempo passa, surgem novos projectos e, além da Rise International, com sede nos Estados Unidos, muitos parceiros juntaram-se à “ideia” de escolas simplificadas, com valores reduzidos. Entretanto, Adriano Huambo, um antigo professor voluntário no campo de refugiados angolanos na Namíbia, contou que a determinado momento a Fundação do Qatar, por exemplo, também queria envolver-se num projecto do género em Angola, em que os parceiros locais, entre os quais o Estado, pudessem contribuir com 68 por cento do valor.

Esse projecto global termina em Junho deste ano e envolve oito milhões de dólares, dos quais os parceiros tinham que contribuir com três milhões e os restantes recursos ficariam na responsabilidade da Rise Angola e a Rise International. Com isso, no terreno ficará apenas o projecto natural da Rise Angola, com o interlocutor a apontar obras de três escolas em curso na província de Benguela, designadamente na localidade do Lojombele, no município do Cubal, e nos bairros Viva Paz e Bela Vista baixa, nos arredores da cidade de Benguela. Ainda em fase de aprovação pela petrolífera BP, acrescentou, está um projecto de uma escola de sete salas e um campo multiusos na localidade da Cabaia, no município da Catumbela, e outro de igual número de salas, mas no bairro 11 de Novembro, em Benguela.

Com tempo de execução de seis a oito meses, os projectos de construção de escolas, desenhados pela Rise Angola, envolvem no terreno uma equipa de jovens formados em várias áreas pelo Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP), sempre com o apoio da mão-de-obra local. A parceria entre a Rise Angola e o Estado resultou, em Fevereiro deste ano, na inauguração, na comuna do Gama, na Catumbela, da escola número “154”. Com 20 salas de aulas para albergar dois mil e 420 alunos do ensino primário e secundário, a infraestrutura foi financiada com 48 milhões de kwanzas pelo projecto Educate a Child, pela petrolífera americana Exxon Mobil e pela organização não-governamental Rise International, enquanto a Administração Municipal da Catumbela comparticipou com 12 milhões de kwanzas.

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