População rural angolana sensibilizada para proteger-se do coronavírus  

 

O Ministério da Agricultura e Pescas promove desde esta segunda-feira (13 de Abril) a campanha de sensibilização para a população rural sobre o novo coronavírus, uma iniciativa que irá decorrer em todo país, deu a conhecer, em comunicado, o escritório do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Luanda.

Com esta campanha, o Ministério da Agricultura e Pescas junta-se assim aos esforços do Ministério da Saúde no combate e prevenção contra o COVID-19.

A campanha vai ser implementada pelos técnicos dos serviços de extensão rural do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), e pretende chegar a todas as famílias rurais, principalmente, das áreas mais remotas do país. Esta campanha conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e será difundida em diversas línguas locais, nomeadamente Kimbundu, Umbundu, Kikongo e Chokwe.

Com esta iniciativa, os técnicos dos serviços de extensão agrícola do IDA assumem assim um importante papel humanitário, zelando pela vidas e saúde de mulheres e homens que trabalham na agricultura familiar e que garantem a produção de alimentos e segurança alimentar das famílias angolanas.

A campanha pretende sensibilizar os agricultores de como se proteger do COVID-19, bem como informá-los sobre os sintomas da doença e como se transmite o novo coronavírus de uma pessoa para outra.

O Ministro de Agricultura e Pescas, Sua Excelência Eng.º António Francisco de Assis, advoga a importância da população camponesa para garantir uma alimentação sustentável, salientando também que, nesta hora difícil em que o mundo e o nosso país se encontra, precisamos olhar para o país como um todo.

“Os nossos agricultores, sobretudo os que estão nas áreas mais remotas, têm de ser informados sobre esta pandemia. Para tal, contamos com o importante labor dos nossos técnicos dos serviços de extensão agrícola, que estarão junto das nossas comunidades rurais para informá-las e aconselhá-las sobre como proteger-se do novo coronavírus”, refere o Ministro.

Por sua vez, a Representante da FAO em Angola, Dra. Gherda Barreto, destaca a importância de assegurar a saúde e a alimentação das populações mais vulneráveis neste contexto:

“A pandemia de COVID-19 coloca em risco vidas e meios de subsistência. É importante proteger as comunidades mais vulneráveis durante esta crise e isso passa, não só proteger a sua saúde e evitar que fiquem contaminados com o coronavírus, mas também, manter activa a agricultura familiar e as cadeias de abastecimento alimentar”.

A FAO salienta que ninguém deve ser deixado para trás nem esquecido neste momento e que as atenções devem estar viradas também para as populações mais vulneráveis”. É importante que, os meios de subsistência agrícola da população habitualmente afectada pela insegurança alimentar não se degradem.

Por isso, a FAO recomenda o fortalecimento das redes de protecção social das comunidades e a não interrupção do comércio local de alimentos, para garantir a segurança alimentar, nutrição e meios de subsistência da população rural”, acrescentou a Representante da FAO.

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