Conselho da Juventude considera inglória a luta partidária contra o 14 de Abril

O 14 de Abril, comemorado como o dia da Juventude Angolana, tem vindo a ser renegado pelos partidos da Oposição, que alegam ser uma data ligada a JMPLA, órgão juvenil do partido MPLA

Por: Domingos Bento

O presidente do Conselho Províncial da Juventude de Luanda, Isaías Calunga, considerou ser inglória a luta partidária contra o 14 de Abril, quando esta foi aprovada na Assembleia Nacional por todos os partidos políticos com assento parlamentar. O 14 de Abril, comemorado como o Dia da Juventude Angolana, tem vindo a ser renegado pelos partidos da Oposição, que alegam ser uma data ligada a JMPLA, órgão juvenil do partido MPLA. Em várias circunstâncias, as organizações juvenis dos partidos políticos da Oposição já vieram a público defender a necessidade da aprovação de uma outra data que representa, de facto, consenso nacional.

Para Isaías Calunga, que falava ao OPAIS pela data que ontem se comemorou, é contraditória a posição da da Oposição em lutar ingloriamente contra uma data que eles próprios votaram para a sua aprovação. Para o lider associativo, o mais importante não é a data, mas sim o espírito comum e o consenso que deve existir nas políticas públicas em defesa dos direitos e dos anseios da juventude. Isaías Calunga disse que na defesa dos interesses da juventude não deve haver data nem lutas partidárias. Deve sim, frisou, existir uma frente única com vista a realizar os mais elementares problemas que a classe enfrenta. Conforme explicou, a nível do Conselho da Juventude existem representes de várias organizações. E todos estão imbuídos no mesmo espírito e objectivos com visando realização das políticas públicas ligadas a essa franja da sociedade. Neste sentido, defendeu, enquanto não for aprovada ou institucionalizada uma outra data, o 14 de Abril deve continuar a ser o ia nacional da juventude. E as comemorações nesta data devem ser por todos e com todos, de forma se ter uma linguagem única. “É a nossa data, não temos um outra. Não se trata de uma data de partidos políticos, mas sim uma data da juventude nacional”, apontou.

Os combatentes da linha de frente

Por outro lado, Isaías Calunga disse que nesse período sensível que o país está a viver, em função da expansão em escala mundial do Coronavírus, os jovens, dadas as suas características físicas e emocionais, devem ser os combatentes da linha de frente. Conforme explicou, são os jovens que devem ser os primeiros a divulgar e a cumprir as medidas preventivas e de combate à pandemia que em Angola já fez 19 casos positivos, dos quais dois mortos. “É nessa altura que os jovens são chamados a dar o melhor de si em prol do combate e erradicação do Covid-19. Daí que a nossa responsabilidade é acrescida”, afirmou.

Mesmos problemas, novas esperanças

De acordo ainda com Isaías Calunga, passados muitos anos, os problemas da juventude continuam a ser os mesmos, que se prendem com a situação habitacional, formação profissional e acadêmica e emprego. Apesar de serem problemas velhos, o responsável disse que as esperanças para a sua resolução renovam-se todos os dias, em função dos ventos de mudanças que o país vai conhecendo com o actual Executivo. Tal como apontou, as políticas públicas de forma a resolver os problemas da juventude são evidentes, apesar de não correrem na velocidade que se pretende, em função da crise económica e financeira que o país está a viver. Mas, aos poucos, notou, há esperança que em breve espaço os jovens vão poder ver as suas preocupações resolvidas, pelo que defende a calma e espirito de saber esperar. “Hoje já temos muitos jovens com casa própria e tantos outros empregados e formados. Vamos continuar a fazer a advocacia para que os problemas ainda existentes sejam resolvidos no mais curto espaço de tempo”, apontou.

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