Sindicalista advoga reposição dos subsídios para as empresas de águas em Benguela

O secretário do Sindicato Provincial da Administração e Serviços Técnicos, Custódio Cupessala, afirmou que o atraso salarial que se regista nas Águas de Benguela está associado à falta de liquidez da empresa, na sequência do corte do subsídio a prazo de que a mesma foi alvo por parte do Ministério das Finanças, daí que apele para a sua reposição

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

Custódio Cupessala afirmou, ontem, que vai forçar o Governo Central a repor este subsídio que muita falta faz para as duas empresas de Águas e Saneamento de Benguela e Lobito que, neste momento, se debatem com vários problemas de natureza financeira. Declarou que os problemas se agudizaram, sobretudo neste período de estado emergência em que estão obrigadas a garantir o fornecimento de água e que muitos cidadãos, confinados em casa, não conseguem proceder ao pagamento de facturas. O líder sindical manifestouse, em entrevista à rádio Ecclésia de Benguela, preocupado com o facto de centenas de trabalhadores da empresa de Águas de Benguela estarem a atravessar várias dificuldades decorrentes da falta de dinheiro, agravado com o cenário de emergência que o país vive.

“Eles não páram estão na linha da frente. Estão nessa situação há 2 meses e outros um mês”, disse à Ecclésia. Do contacto mantido com a direcção da empresa, esclarece o sindicalista, ficou a ideia de sérias dificuldades financeiras para o pagamento de salários, a julgar pela diminuição do nível de clientes nos centros comerciais. “Queríamos que o Governo continuasse a subvencionar essas empresas, no sentido de salvaguardar a vida dessas pessoas”, pede.

De realçar que, em conferência de imprensa no final de 2019, o presidente do Conselho de Administração, Jaime Alberto, revelara que a empresa de águas de Benguela tem uma facturação acima de 200 milhões de kwanzas por mês, mas as receitas andam à volta de 150 milhões, insuficientes para fazer face às necessidades, que incluem salários e compra de produtos químicos, entre outros. Na ocasião, o responsável, que alerta para o risco de crise de água sem precedentes em Benguela, apelava ao Governo que invista na terceira fase do projecto “Águas para Todos”, para atenuar a possível carência de água. Embora a empresa de Águas do Lobito não tenha sido muito mencionada pelo sindicalista, OPAÍS sabe que esta empresa estará igualmente a atravessar problemas da mesma natureza.

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