Alemanha critica decisão de Trump cortar financiamento à OMS

O ministro das Relações Exteriores alemão salientou que “apontar a culpa não ajuda, já que “o vírus não conhece fronteiras”

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, criticou nesta Quarta- feira (15) a decisão da Administração Trump de cortar os fundos repassados à Organização Mundial da Saúde (OMS), defendendo que proporcionar financiamento à organização “é um dos melhores investimentos”. “Temos que trabalhar juntos contra a Covid-19. Um dos melhores investimentos é fortalecer as Nações Unidas, especialmente a OMS, que não conta com fundos suficientes”, comentou Maas num tweet, explicando que isto poderia ser benéfico, por exemplo, para “desenvolver e distribuir testes e vacinas” contra o coronavírus.

O ministro também recordou que “apontar a culpa não ajuda”, já que “o vírus não conhece fronteiras”. Nesta Terça-feira (14), o presidente Donald Trump anunciou que os EUA deixarão de financiar a OMS, alegando que espera uma mudança no organismo pelo seu papel na “severa má gestão e encobrimento da propagação do coronavírus”. Anteriormente, o mandatário norte-americano acusou o organismo de favorecer Pequim e o criticou por se opor à sua restrição de vôos provenientes da China. Trump também afirmou que a OMS perdeu tempo quando a propagação começou e lamentou que não tenha tomado medidas “meses antes”. Em resposta, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou a não politizar a pandemia “se não desejam mais bolsas de cadáveres”. Os EUA têm sido um dos principais doadores do organismo internacional, contribuindo com aproximadamente USD 400 milhões anuais, o que representa 15% do orçamento da entidade.

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