20 mil profissionais da comunicação social em risco de desemprego

Com a baixa da actividade económica, as empresas deixaram de anunciar e os órgãos de comunicação social ficaram sem as suas fontes de rendimento. Se não houver intervenção do Executivo, o encerramento pode ser inevitável para a maioria das empresas privadas, ficando o país em rico de passar a contar apenas com a imprensa pública, sustentada pelo OGE

Teixeira Cândido, secretário- geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, reagiu, ontem, em Luanda, ao anúncio feito em Portugal, onde o Governo vai contratar quinze milhões de euros em publicidade de forma antecipada, para salvar o “jornalismo livre, isento, independente e plural”, olhando para o caso angolano, dizendo que a posição do sindicato estará num apelo formal que será enviado ao Presidente angolano, João Lourenço, a solicitar ao Estado medidas capazes de aliviar as dificuldades financeiras por que passam os órgãos de comunicação social privados. “Como sabemos, não há empresas a publicitar, e sendo a publicidade a principal, senão mesmo a única fonte de receitas para maioria dos órgãos de comunicação, consideramos que o Estado é chamado a intervir” disse a OPAÍS. Teixeira Cândido esclareceu estar a falar de empresas que empregam cerca de vinte mil trabalhadores, “pelo que julgamos fundamental que o Estado possa colocar a sua mão, tal como tem vindo a fazer com outros sectores”. “Recentemente”, continuou, “foi aprovado um pacote financeiro para as empresas do sector produtivo e um alívio fiscal para outras, achamos que as empresas de comunicação deveriam igualmente ser acudidas, sob pena de assistirmos ao desemprego em massa dos profissionais”.

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