Covid-19 afectou já financeiramente 71% dos luandenses

O estudo é da Marktest que diz que baixou a frequência da lavagem das mãos e a percentagem dos que se sentem stressados. As pessoas sem emprego são as mais afectadas, sobretudo as que trabalham e ganham ao dia

Setenta e um por cento dos luandenses sentem-se afectados pela crise causada pelo novo Cornonavírus (SARS-COV-2) que provoca a Covid-19. Num estudo ontem publicado pela Marktest Angola, os entrevistados dizem-se afectados devido à sua fonte de rendimento estar parada, para os casos de pessoas que prestam trabalho diário, ou por o seu salário ainda não ter sido pago e estarem sem meios financeiros para adquirir alimentos e água. Destes números, 32 % diz ter a sua fonte de rendimento parada, no caso os que dependem do trabalho e ganho diário.

Os que se dizem sem alimentação e sem água são 23,8 % da amostra. Os luandenses que se dizem afectados por não terem ainda recebido o salário são 19 por cento. Mas há também os que estão agora afectados por terem gasto as economias para comprar comida no início da crise, nomeadamente com a decretação do estado de emergência nacional, que constam no estudo como 15,1 % da amostra inquirida. Enquanto os que se queixam da subida dos preços da cesta básica atingem os 12,7 por cento Dois por cento diz que teve de mexer nas suas poupanças devido à crise, mas 4,8 % de inquiridos dizem estar a gastar muito mais em alimentos.

Cuidados

Nesta semana, a percentagem de luandenses que vêem notícias na televisão baixou ligeiramente em comparação com a anterior, passando dos 94 para 90 %, o mesmo que com a lavagem das mãos, havendo 87 por cento que dizem lavar as mãos com frequência, contra os 94 da semana anterior. Em resultado dos dias sem novas revelações de infecções, a percentagem dos que se dizem preocupados desceu três pontos, de 52 para 49 %, assim como os que se dizem stressados, que são agora 14 por cento, quando há uma semana eram 17 e na anterior 31%. Apenas no quesito insegurança a variação é quase imperceptível, passando de 26 para 25% O estudo da Marktest foi realizado em Luanda e abrangeu uma população com 15 anos ou mais, num total de trezentas entrevistas. A amostragem fez-se, segundo a empresa, com recurso às suas bases de contactos telefónicos e a amostra foi estratificada por município, com quotas de sexo, idade e estrato sócio-económico.

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