PRS disponibiliza parte do seu orçamento às famílias mais vulneráveis

Rui Malopa, secretário-geral do partido, que dispõe apenas de um assento no parlamento, tornou público que os valores disponibilizados consubstanciar-se-ão na compra de produtos alimentares e de higiene que vão ser entregues aos agregados com maiores necessidades de diferentes zonas do país

Por:Maria Custódia

O Partido de Renovação Social promete disponibilizar, dentro de dias, parte do seu orçamento para apoiar famílias vulneráveis durante o estado de emergência, com vista a minimizar o impacto das consequências do novo Coronavírus. Em entrevista ao OPAIS, Rui Malopa, secretário- geral do partido, disse que os valores disponibilizados vão consubstanciar-se na compra de produtos alimentares e de higiene que serão ser entregues aos agregados com maiores necessidades de diferentes zonas do país.

Rui Malopa, que não precisou o valor total a ser disponibilizado para a aquisição dos produtos, avançou que a distribuição da cesta básica vai ser feita mediante os secretariados municipais e provinciais do partido liderado por Benedito Daniel. O país regista, até ao momento, 24 casos positivos de Covid-19, que já fez dois mortos, com cinco casos recuperados. De acordo com Rui Malopa, enquanto representante do povo, o PRS pretende estar mais próximo dos que sofrem nesta fase de aflição económica e social que as famílias estão a ultrapassar. Para Rui Malopa, enquanto representantes do povo, os partidos políticos devem mostrar que estão com o povo, sobretudo neste actual contexto de dificuldades. “Dentro das estratégias que estamos a montar, o partido pretende também fazer a distribuição de água potável, visto que muitos bairros da cidade de Luanda, procuram por este precioso líquido”, apontou.

Acções solidárias não substituem responsabilidade do Governo

De acordo ainda com Rui Malopa, durante o estado de emergencia é dever do Governo criar as condições mínimas para responder às necessidades da população. Neste período, frisou, deve haver um atendimento prioritário às populações mais carenciadas, mediante a distribuição de produtos da cesta básica, assistência médica e medicamentosa, água potavel, energia eléctrica, entre outros bens de primeira necessidade. Conforme esclareceu, as acções de beneficência da sociedade civil não devem substituir as responsabilidades do Governo enquanto principal figura responsável pela criação das condições sociais e de bem-estar das populações. “Assim como outros segmentos da sociedade civil, o PRS é parte da sociedade e vai criar condições para poder apoiar com bens de primeira necessidade as comunidades e famílias mais vulneraveis. Mas isso não deve substituir a responsabilidade de quem governa”, notou o político.

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