ADrA sugere reforço ao sector da agricultura com a redução dos órgãos ministeriais

Para a organização da sociedade civil, as receitas recuperadas com o recente corte no aparelho do Estado podem ser injectadas no sector agricola para tornar o país auto-sustentável, sem necessidade de recorrer às importações para ter uma base alimentar que possa alimentar as suas populações sem constrangimentos

O director da Associação de Desenvolvimento Rural e Ambiental (ADRA), Carlos Cambuta, defende o reforço financeiro ao sector da agricultura com a diminuição dos órgãos ministériais feita, recentemente, pelo Presidente da República, João Lourenço.

O país reduziu de 28 para 21 o número de ministérios, o que vai permitir ao Executivo a poupança de recursos financeiros que poderão ser aplicados noutros sectores. Segundo o defensor cívico, que falava em recente entrevista ao OPAÍS, as receitas recuperadas com o corte no aparelho do Estado podem ser injectadas no sector agricola para tornar o país independente e autosustentável, sem necessidade de recorrer à importação para ter uma base alimentar que possa sustentar as suas populações sem constrangimentos.

Carlos Cambuta fez saber que a sua organização e outros segmentos da sociedade têm vindo a se “bater” para que haja um aumento no Orçamento Geral do Estado (OGE) no sector da agricultura. Porém, apesar de alguns avanços a cada exercício económico, ainda assim os números continuam a ser irrisórios, a julgar pelas dificuldades que os operadores agrícolas ainda enfrentam.

Neste sentido, frisou, a redução do número de órgãos ministériais pode ser aproveitada para reforçar este importante sector que vem “gritando para a sua robustez. “Temos defendido que a agricultura é a saída para o nosso desenvolvimento. É preciso haver um incremento maior”, apontou.

A agricultura seria factor de minimização dos efeitos da Covid-19

No contexto que o país vive, com a observância do estado de emergência, em função das medidas de prevenção e combate ao noco Coronavírus, Carlos Cambuta disse que se o país tivesse dado à agricultura a devida atenção, os efeitos deviam ser minimizados.

Mas, infelizmente, notou, Angola ainda é bastante dependente das importações, situação que poderá ter um efeito negativo na sobrevivência de muitos agregados. Neste sentido, apontou, os impactos da Covid-19 pode mser usados como lição para que nos próximos tempos haja uma maior atenção ao sector agrícola.

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