Chuva: 11 mortos e 13 desaparecidos

O balanço provisório da última chuva que se abateu sobre Luanda, no dia 17 do corrente mês, dá conta da morte de 11 pessoas, para além de 13 desaparecidas e um total de 1.945 residências inundadas

A Comissão Provincial de Protecção Cívil de Luanda, coordenada pelo governador Sérgio Luther Rescova Joaquim, reuniu-se na manhã de ontem para o balanço da última chuva na capital. Na reunião, foi avançado que a última chuva fez vítimas mortais (11) e deixou 13 outros cidadãos desaparecidos.

Decorrida nas instalações da UTGSL, com os membros da Protecção Civil de Luanda, na reunião foi também apresentado o balanço que dá conta de um total de 1.945 residências imundas, 7 residências desabadas, 28 residências parcialmente destruídas e 10.680 pessoas afectadas (no grosso de 2.136 famílias).

Segundo uma nota que chegou a OPAÍS, o governador Sérgio Luther Rescova aproveitou a ocasião para apresentar as condolências às famílias que perderam parentes e transmitiu aos administradores e demais responsáveis que as questões críticas devidamente identificadas nos últimos meses e a das últimas horas de chuva intensa, devem ser gradualmente solucionadas.

Como é evidente, o apoio social às famílias que ficaram sem nada por força da chuva é um facto e “locais provisórios para os acolher e comida não podem faltar”, recomendou Sérgio Luther Rescova Joaquim. Para o governante, não é difícil perceber que a mitigação dos efeitos da chuva de anteontem deveu-se ao trabalho de antecipação, limpeza, reperfilamento e desassoreamento das valas, bem como a proibição de construções em zonas de risco e nas linhas de água. Rescova acrescentou ainda que todas as acções em curso são pontuais, mas nos próximos tempos o Estado deverá exercer a sua autoridade perante cidadãos que não colaboram, na medida em que o Governo e as suas administrações não podem cruzar os braços.

“Precisamos continuar a tomar medidas onde for preciso. Derrubar paredes ou imóveis que impedem o caminho das águas, vamos dialogar e partir, nada é mais importante que a vida dos nossos cidadãos. É nossa obrigação proteger e preservar o bem vida”, admitiu o coordenador da Comissão. Enquanto não se atacar de forma abrangente e concertada a questão da macrodrenagem, a busca de soluções para a mitigação dos efeitos negativos deve ser permanente, segundo o dirigente.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) prevê chuvas intensas para Luanda nas próximas horas. Por esta razão, o Governo Provincial de Luanda continua a apelar a população que reside em zonas de risco a prevenir-se e, se necessário, a as abandonar. De igual modo, o lixo não deve ser depositado nas valas a obstruir os canais existentes.

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