Covid-19 provoca queda de 50% nas receitas do sector dos Transportes

Sector dos transportes prevê queda de mais de 50%, que ascende aos uSD 1000 milhões e apoio à tesouraria de mais de uSD 200 milhões. A previsão foi anunciada, ontem, Segunda-feira, 20, no encontro com operadores do sector

O ministro dos transportes, Ricardo de Abreu, disse que o encontro serviu para falar do impacto da Covid-19 e as implicações a no sector público e empresarial, e ouvir as associações bancárias que jogam um papel crucial para mitigar alguns efeitos que serão impactante na referida actividade. “Fizemos um diagnóstico do impacto da Covid-19 de forma abrangente . Temos noção que haverá sub-sectores uns mais afectados em relação a outros e precisamos ouvir numa lógica de parceria institucional . Sendo assim, definir um quadro para permitir que os efeitos não prejudicassem a economia e as perspectivas de crescimento definidas”, clarificou .

Para o titular da pasta dos Transportes, o ano de 2020 seria de consolidação de todo o conjunto de reformas em curso no sector que dirige. O secretário do Estado dos Transportes , Carlos Borges, referiu que objectivo do evento foi de avaliar o que está a acontecer, de modo a encontrar soluções para garantir o equilíbrio, a empregabilidade, o equilíbrio fiscal, o investimento para o futuro dessas mesmas empresas e garantir os postos de trabalho.

O dirigente avançou que o sector está centrado em encontrar soluções, e passam por identificar mecanismos de apoio à tesouraria, de modo a aliviar as empresas das baixa de receitas . Por outro lado, medidas de alívio fiscal e pô-las em prática o mais rápido possível de forma alinhada com o Executivo. “Existem alguns dados, mas neste momento não são taxativos. Iremos preparar um documento mais completo sobre o sector, partilhar com ógãos competentes e associações para ter um retorno, explicou. Questionado de quanto apoio o sector precisa para a sua tesouraria, Carlos Borges disse acreditar que as empresas públicas e o sector privado teriam necessidade que ascendem aos USD 200 milhões .

Segundo ele, este valor tem a ver com o trabalho efectuado no sector e é preciso uma ligação com a banca comercial, tendo em conta que este dinheiro deve vir do mercado. No que toca a perda de receitas, estima-se acima de 40 a 50%. As estimativas projectadas no ano corrido da actividade pode ascender aos USD 1000 milhões .

“Temos companhias áreas em terra, comboios parados, o sector rodoviário impactado por reduções e mitigações de risco, que transportam metade dos passageiros. São impactos muito significativos”, explicou. Disse ainda que, em particular para o sector rodoviário, pensa-se em formalizar uma parte significativa desta actividade .

Por sua vez, o presidente do Conselho da Administração da SISTEC e representante da ECODIMA , António Candeias, acredita ser importante juntar esforços para encontrar soluções para os problemas que se vivem neste momento. Segundo ele, um dos grandes problemas que as empresas enfrentam é o problema de tesouraria. Na sua opinião, deve existir medidas eficazes, no sentido de proteger as empresas ao nível da capacidade de tesouraria, sobe pena de se assistir ao encerramento de várias empresas e com o consequentemente despedimentos massivo.

“Falou-se no adiamento das obrigações fiscais. O problema não está somente no adiamento. Mas sim na redução. Deste modo, estamos a adiar um problema e não a resolver “, disse. António Candeias afirmou que a única medida quantificada de que se tem conhecimento é a redução de 3% da segurança social em beneficio do trabalhador. “Este tipo de análise deve ser feita e estudar as consequências que trás para as pessoas”, explicou.

Para o empresário, a tendência será reduzir a empregabilidade através dos despedimentos porque as empresas começam a estar inviáveis

O empresário dos transportes rodoviários, Jorge de Sá, louvou a iniciativa pelo facto de terem sido abordadas questões pertinentes sobre o sector e melhorar a situação após a pandemia sobre a Covid-19 passar. Para ele, é necessário mais apoio financeiro aos sectores para evitar despedimentos . “É preciso manter a força de trabalho nas empresas para gerar lucros”, explicou.

Mais de 90 viaturas foram apreendidas no Domingo 19

O presidente da Associação da Nova Aliança dos Taxistas, Francisco Paciente salientou que a classe que dirige têm verificado no dia a dia divergências em relação ao decreto do estado de emergência com os agentes da ordem pública. “A actividade de táxi insere-se no âmbito nas excepções. Estamos a trabalhar respeitando o procedimento normal da distância social e à higienizaçao das viaturas .

Mas verificamos excesso por parte da administração municipal e dos comandos de Polícia, explicou. O taxista frisou que, neste momento, há centenas de viaturas apreendidas em vários municípios, principalmente Cacuaco, ressaltando que se verifica arrogância por parte dos policiais .

“Fomos obrigados a encerrar as paragens nos municípios de Cacuaco, Talatona, Belas e na centralidade do Kilamba”, explica. Segundo o taxista todos os dias são apreendidas viaturas na via. “No Domingo tivemos mais de 90 veículos apreendidos”, disse. Para ele, o estado de emergência está a afectar a classe de taxistas, porque tem de carregar apenas um terço dos passageiros e afecta mais de 50 % dos rendimentos.

leave a reply