ACC apela à intervenção do governo na situação de fome nos Gambos

a associação Construindo Comunidades(ACC) disse haver muita fome, nos últimos dias, nesta região, pelo que apela ao Governo a dar assistência alimentar às comunidades mais desfavorecidas

Para a ACC, as condições das comunidades dos Gambos degradaram-se desde em que foi decretado o estado de emergência nacional Segundo a activista social Cecília Augusto, membro da Associação Construindo Comunidades, sedeada no município dos Gambos, província da Huíla, a situação agravou-se com a limitação da circulação da população imposta para prevenir-se da Covid-19.

Face à situação, as populações estão a enfrentar muita fome, numa altura em que não se sabe se o estado de emergência será prolongado, o que poderá dificultar ainda mais a vida das comunidades, cuja maioria se dedica à pastorícia e agricultura de subsistência, disse. A responsável acrescentou que neste momento as comunidades debatem-se com a falta de alimentos da cesta básica e os celeiros estão sem reserva alimentar, decorrente das fracas colheitas da última época agrícola.

Alertou que a situação é mais grave para as famílias mais carentes, que dependem da assistência do Governo, das igrejas e das ONG, pelo que devem merecer mais atenção, sob pena de a situação vir a deteriorar-se. Para acudir a situação, Cecília Augusto pede a intervenção do Governo para redobrar a assistência alimentar, sendo que o pouco que as comunidades recebem é insuficiente, a julgar pelos alargados agregados familiares.

Chuva

Apesar de ter chovido em algumas áreas, pouco ou nada serviu, porque as famílias não conseguiram colher mantimentos suficientes para sobreviverem este tempo de quarentena, sendo que algumas culturas secaram, informou a fonte deste jornal.

Prevenção da covid-19

Por outro lado, Cecília Augusto lamentou o facto de muitas comunidades não terem informação sobre a pandemia, bem como das medidas de prevenção da Covid-19.

Sustentou que quanto maior for a distância entre a sede da província e as comunidades, a informação sobre o que se passa no país chega mais deturpada por falta de meios de comunicação social, tais como rádios comunitárias e jornais impressos nas comunidades rurais e urbanas.

Disse que os municípios próximos da cidade têm informações privilegiadas, ao contrário das circunscrições longínquas que nem sempre acompanham a dinâmica da informação sobre que se passa em Angola e no Mundo.

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