Luto: Peter Beard fotógrafo que nos mostrou a África selvagem morre aos 82 anos

o fotógrafo estava desaparecido há três semanas e segundo o jornal The Guardian, Peter sofria de demência, e estava desaparecido desde o passado dia 31 de Março

Agora, com um comunicado partilhado no seu site oficial, a família confirma a morte do fotógrafo e artista de 82 anos, conhecido pela maneira como retratou a vida selvagem de África e pioneiro na sua preocupação pelo meio ambiente. O fotógrafo que, segundo o jornal The Guardian, sofria de demência, estava desaparecido desde 31 de Março e o seu corpo foi encontrado no Domingo, numa zona de densa floresta no Camp Hero State Park, em Long Island, relativamente perto da sua casa. “Estamos todos de coração partido com a confirmação da morte de nosso amado Peter.

Queremos expressar a nossa profunda gratidão à Polícia de East Hampton e a todos que os ajudaram na busca, e também agradecer aos muitos amigos de Peter e da nossa família que enviaram mensagens de amor e apoio durante esses dias sombrios “, diz o comunicado. Beard era, segundo a família, “um homem extraordinário que levou uma vida excepcional”.

“Ele viveu a vida ao máximo; espremeu cada gota de cada dia. Era implacável na sua paixão pela natureza, sempre envernizado e insensível, mas absolutamente autêntico”, continua a declaração. “Era um explorador intrépido, sempre generoso, carismático e perspicaz. Peter definiu o que significa ser aberto: aberto a novas ideias, a novos encontros, a novas pessoas, a novas formas de viver e ser.

Sempre curiosamente insaciável, ele perseguiu as suas paixões, sem restrições, e olhava a realidade através da sua lente única “. “Ele morreu onde morava: na natureza”, concluiu o comunicado. Natural de Nova Iorque, Beard é conhecido pelo seu trabalho nesta cidade mas também fora dela, do Montauk ao Quénia.

Ao longo da sua vida, Beard colaborou e tornou-se amigo de muitas celebridades, e muito diferentes, como Andy Warhol, Francis Bacon, Salvador Dali, ou Lou Reed. Era uma presença assídua no clube noturno Studio 54 e atravessou a América com Truman Capote para cobrir a digressão dos Rolling Stones em 1972, Exile on the Main Street. Ao mesmo tempo, Peter Beard tornou-se famoso nos anos 60 e 70 quando estava no Hog Ranch, uma propriedade no Quénia que comprou depois de se apaixonar pela África.

O seu primeiro livro, The End of the Game, mostrava os caçadores de elefantes de África. Para ter a melhor foto, arriscava tudo. Nadou com crocodilos e, em 1996, escapou por pouco da morte quando foi atacado por um elefante que lhe perfurou a perna direita. Publicou os seus trabalhos em revistas como a Conde Nasté, a Interview, a Life, a Rolling Stone, a Vogue e muitas outras.

Mais tarde, começou a fundir o seu trabalho fotográfico com desenhos, textos diarísticos e até usou sangue como material, que, segundo disse à Interview Magazine em 2016, “é melhor do que qualquer tinta ou tinta”. A Taschen anunciou que vai reeditar a monografia de Peter Beard ainda este mês.

Fonte: Diário de Notícias

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