Refugiados da RDC no Lôvua recebem assistência e instruções para prevenção da covid-19

os cerca de seis mil refugiados da República Democrática do Congo (RDC) reassentados no campo do Lôvua, província da Lunda-Norte, estão acatar as medidas de prevenção contra a Covid-19 e contam com o apoio das autoridades locais

A administradora municipal do Lôvua, Domingas Zeferino disse, ontem, que as autoridades locais estão a trabalhar para conter a propagação comunitária da Covid-19 no seio dos refugiados acolhidos naquela localidade. A administradora, que falava em exclusivo a OPAÍS, assegurou que tão logo foi decretado o estado de emergência no país, por causa do novo Coronavírus (Covid-19) o Governo provincial tomou as medidas preventivas no sentido de conter a sua propagação.

Referiu que os refugiados da RDC que se encontram no reassentamento do Lôvua têm recebido assistência e instruções por parte do Governo e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) sobre como devem redobrar as medidas de higiene nesta fase. “As medidas estão a ser bem acatadas. Nós temos trabalhado com as organizações não-governamentais e com o próprio ACNUR, no sentido de garantir toda a assistência às famílias acolhidas no reassentamento”, disse.

Salientou que até ao momento não foi registado entre os refugiados qualquer caso suspeito de Covid-19, e avançou que a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Covid-19 já preparou no local um espaço apropriado para atender possíveis casos. “Estamos a envidar os esforços para que essa pandemia não chegue às nossas localidades. Todas as fronteiras estão encerradas, as forças da ordem estão também a fazer o seu trabalho e não há até ao momento sinais de violação fronteiriça”, explicou.

No âmbito da assistência e combate à pandemia, fez saber que o ACNUR tem feito a distribuição de alimentos e material de biossegurança para cada família acolhida no reassentamento. Actualmente encontram-se no reassentamento do Lôvua cerca de seis mil refugiados da RDC, sendo que alguns manifestaram a vontade de permanecer no território angolano, ao passo que outros aguardam pelo repatriamento voluntário interrompido devido à pandemia do novo Coronavírus.

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