Unita acusa governo de atentar contra a imagem do seu líder

em comunicado divulgado ontem, em Luanda, e enviado a OPAÍS, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA refere que “O estado de confinamento tem sido aproveitado pelo Governo para desenvolver a sua estratégia de único protagonista político, para ofuscar a Oposição”

u m comunicado da UNITA, de ontem, divulgado em Luanda, diz que esta força política está preocupada com o quadro que configura um “grave retorno ao Estado de partido único ou a um estado em guerra, apoiados em ardilosos aparelhos de intoxicação e propaganda”. No seu comunicado, a UNITA aponta o “Gabinete de Inteligência e Acção Psicológica” na Presidência da República como sendo o protagonista da “campanha de tentativa de criar falsos factos atentatórios contra a imagem e honra do presidente da UNITA”, a quem refere como candidato alternativo à liderança do poder político.

Segundo o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política, a Presidência da República “deve ser o Órgão, por excelência, da unidade, da reconciliação e da representação de todos os cidadãos”. A nota diz ter testemunhado o titular deste gabinete, de apoio ao Presidente da República, cujo nome não foi citado, a “proferir descaradas inverdades, assentes em notícias encomendadas, criando falsos cenários na comunicação social, procurando atentar contra o Presidente da UNITA”.

Neste contexto, a UNITA esclarece que o deputado Adalberto Júnior não tem na Assembleia Nacional “faltas injustificadas”, conforme conferem as actas das sessões plenárias e ao contrário do que indicou “o titular do Gabinete de Acção Psicológica do Presidente da República”.

De acordo com o comunicado do partido do “galo negro”, a problemática que envolveu “o bom nome do Presidente da Assembleia Nacional não foi, nem de perto, nem de longe”, uma invenção da UNITA, conforme afirmou o titular do Gabinete de Acção Psicológica do Presidente da República, mas um produto da investigação de um jornal da praça, o “EXPANSÃO”; “Lamentavelmente, são vários os factos e dados que indiciam jogadas da Presidência da República de manipulação das instituições, no sentido de obter vantagens partidárias, quando as mesmas instituições deviam ser respeitadoras e promotoras da lisura democrática.

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