FAF corrige o tiro

Por:Sebastião Félix

A Federação Angolana de Futebol (FAF), presidida por Artur Almeida, em comunicado divulgado ontem, fez saber que os clubes vão votar no pleito eleitoral referente ao ciclo olímpico 2020/2024. Ao contrário do que tinha decidido em Assembleia, o órgão que rege a modalidade no país recuou na decisão por força das reclamações feitas pelos clubes. Nos termos da lei, não era juridicamente possível os clubes serem afastados das eleições adiadas por força da COVID-19, pandemia que continua a alterar a ordem mundial vigente. Nesta ordem, os filiados fazem parte da família do futebol em Angola, logo não devem ficar à margem do acto de renovação de mandatos.

Aliás, a Lei das Associações Desportivas em várias disposições alega que os clubes e associações têm direito de voto na renovação de mandatos das federações. De outro modo, o elenco do presidente cessante, Artur Almeida, estaria a excluir e a criar condições para ficar somente com as associações provinciais de futebol. Por não reunir consenso em muitos círculos, sobre a sua recondução, nos corredores da própria FAF há quem adiante que o esquema para se manter no poder terá caído por terra. Artur Almeida não teve sucessos no seu mandato, por isso não tem pernas para continuar, aliás tem passivos com muitas selecções. Na corida ao cadeirão máximo, o presidente cessante terá concorrentes de peso e não será fácil concorrer com Nando Jordão e quiçá Oliveira Gonçalves, antigo treinador dos Palancas Negras.

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