Karaté vive momento ‘negro’ na Região Leste

Nas províncias do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul o Karaté-dó não existe, materialmente, há muitos anos. Por isso, os responsáveis da modalidade clamam por “socorro”

Por:Mário Silva

O membro sénior da Federação Angolana de Karaté-Dó (FAKD), André Malé, disse, ontem, que o desporto de luta na Região Leste do país vive um momento ‘negro’. O responsável adiantou que não há atletas para a prática da modalidade na província do Moxico, Lunda- Norte e Lunda-Sul. André Malé explicou que as províncias em questão não participam nos campeonatos nacionais há mais de uma década por falta de condições. A última prova nacional em que as duas províncias participaram foi em 2005, ano em que a modalidade tinha pernas para andar naquela região. “Naquele ano, o Leste esteve presente com um atleta da província do Moxico. O mesmo foi bastante aplaudido por outros atletas. Depois desta participação ficamos numa atravessia do deserto”, lamentou. O dirigente acredita que o que está na base deste momento menos bom do karaté-dó é a falta de apoio por parte dos empresários locais. André Malé mostrou-se triste, também, pelo facto de muitas pessoas pensarem que a modalidade é violenta. “Muitos ainda têm medo de praticar este desporto de combate, porque acham que vão partir o braço ou um outro membro do corpo. Só ensinamos golpes que estão aprovados na Federação Internacional”, revelou.

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