Ministra acredita que problemas criados pela Covid-19 colocam em risco sobrevivência da espécie humana

A ministra da Cultura, Ambiente e Turismo, Adjany Costa, ressaltou, ontem, numa mensagem alusiva ao dia Mundial da Terra, que o surgimento de graves problemas de saúde pública, marcados actualmente pela pandemia da Covid-19, causada pelo novo Coronavírus, entre outras, endemias e pandemias, coloca em risco a sobrevivência da espécie humana, tendo já ceifado a vida de mais de 170 mil pessoas e afectado negativamente lares de milhões

A governante salienta que, para colmatar estes problemas, as nações devem comprometerse com as gerações actuais e futuras, desenvolvendo e implementando políticas e estratégias que possam ajudar a mitigar os principais impactos e promover uma cultura de sustentabilidade para uma melhor qualidade de vida dos seres vivos e dos seres humanos. Além da questão sanitária, Adjany Costa disse acreditar que a Covid-19 traz consequências já notáveis ao nível do planeta, onde o mais visível é o abrandamento da economia mundial e afectação das populações mais vulneráveis

. “Este abrandamento da economia, assim como o isolamento social e de outras medidas de contenção, demonstram uma redução significativa da poluição mundial causada pela emissão de gases de efeito estufa e de outros poluentes, bem como, na produção de resíduos”, explicou a ministra, acrescentando que “se augura uma maior reflexão sobre os problemas ambientais para evitar situações como as que se vivem actualmente e encoraja-se os governos e a sociedade civil a mobilizarem-se para uma mudança de paradigma e a instauração de uma cultura de sustentabilidade mundial e a preservação do Planeta, com respeito às futuras gerações”.

Ao contrário dos outros anos, em que havia muitas celebrações e manifestações nas ruas, envolvendo milhões de pessoas em todo o mundo, a situação criada pela Covid-19 exige outro tipo de manifestação a favor do planeta, a celebração digital. Em Angola, o Executivo apela a que, através do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, que “o dia 22 de Abril seja celebrado em casa, fazendo uma reflexão sobre o nosso modo de vida, apelar a mudança comportamental, pensar numa melhor gestão de resíduos, com a partilha de informações, mensagens e debates nas redes sociais”. “Vamos agora manter-nos isolados para que no futuro possamos estar juntos. Fique em casa, reflicta e celebre o Dia da Terra com o foco na mudança. O planeta agradece”, acrescentou Adjany Costa na mensagem.

A comemoração do dia consagrado ao Planeta Terra, assinalado ontem, 22 de Abril, destaca-se pelo esforço individual e colectivo na preservação da “Mãe Terra” e do ambiente. A data tem como referência os esforços de preservação da nossa casa comum começados em 1970 numa marcha que mobilizou mais de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América e que ao longo dos anos foi sendo comemorada em todo o mundo. Para a 50ª celebração foi definido como tema a “Acção Climática”, nas suas diversas vertentes, numa demonstração de que os problemas globais têm um forte impacto na qualidade de vida dos habitantes do planeta Terra e no ambiente do qual a vida depende. De acordo ainda com o comunicado que vimos citando, 50 anos depois do apelo à preservação da Terra, o planeta continua a enfrentar inúmeros e complexos desafios e está cada vez mais fragilizado.

Números indicam, por exemplo, que a população mundial e as emissões de dióxido de carbono mais do que duplicaram entre 1970 e 2020, passando de 3,7 mil milhões para 7,8 mil milhões de pessoas e de 14,9 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas, respectivamente. “A forte pressão da humanidade sobre os recursos naturais, aliada a factores como crescimento populacional, expansão urbana, incremento dos padrões de consumo, desenvolvimento económico e industrial, tem contribuído para o exacerbar de problemas ambientais. As consequências destes problemas estão reflectidas na destruição dos habitats e ecossistemas naturais, extinção de espécies animais e vegetais, poluição do ar, água e solos, deficiente saneamento básico e injustiça social, entre outros”, defende a ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa.

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