Mais de 180 pessoas em quarentena por contacto com cubana infectada com Covid-19

Angola não registou qualquer caso positivo de Covid-19 nas últimas 24 horas. Entretanto, 183 pessoas que estiveram em contacto com o último caso, da especialista cubana em estatística médica que está infectada pelo vírus, estão a observar quarentena institucional, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Maria Teixeira

Em declarações à imprensa, na habitual conferência de actualização dos dados sobre a pandemia da Covid-19 no país, em Luanda, Franco Mufinda esclareceu que à volta do último caso registado no país, nas 24 horas anteriores, ou seja, a 22 deste mês, foi realizado um trabalho de investigação, sendo que 183 pessoas foram detectadas e estão a observar quarentena institucional.

Explicou que continua a busca nas comunidades, sobretudo em torno deste último caso, porque dos contactos dos contactos ocasionais também nasceram os contactos dos contactos, então o trabalho segue o seu rumo. Disse que estão em seguimento por contactos directos ou ocasionais 938 pessoas e os casos investigados estão acima de 390. Por outro lado, garantiu que nas últimas 24 horas não houve alteração dos dados.

“Continuamos com os 25 casos confirmados positivos, dos quais dois mortos, seis recuperados e 17 pessoas seguem em acompanhamento clínico, sendo que o estado dos mesmos é estável”, disse. Fez saber que actualmente há um registo de 1.918 amostras colhidas e se encontram em processamento 329 amostras. Entretanto, durante as 24 horas foram analisadas 90 amostras que tiveram resultado negativo.

O secretário de Estado para a Saúde Pública disse ainda que mesmo com o aumento dos casos, as localidades afectadas continuam as mesmas. Neste caso, a província de Luanda continua a ser a única acometida, sendo as localidades Belas, Maianga, Viana, Talatona, Sambizanga, Ingombota e Kilamba Kiaxi.

Sexo masculino continua em predominância

Neste momento, a faixa etária também não mudou. Continua a ser de um ano a 62 anos de idade, havendo apenas uma alteração no que respeita a distribuição por sexos, que passou a ser de 68 por cento (masculino) contra 32 (feminino). Portanto, maior predominância ainda é do sexo masculino, com 13 casos positivos contra sete do sexo feminino. Noutra vertente, as nacionalidades alteraram-se com a entrada da paciente cubana. Agora são angolana, sul-africana e cubana. O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) registou, nas últimas 24 horas, um alerta de denúncia de violação de quarentena domiciliar, que foi investigada e validada.

Mais de 200 pessoas receberam alta ontem

Franco Mufinda declarou que, em termos de quarentena, 691 pessoas estão a observar a quarentena institucional, sendo que 239 outras pessoas tiveram alta. “Neste grupo de pouco mais de 200 pessoas temos que trazer à tona o facto de que 32 pessoas são de petrolíferas que nós seguimos ao longo de pouco mais de 14 dias. Então, eles têm a luz verde para poderem trabalhar”, explicou. De acordo com o governante, as autoridades sanitárias continuam com a busca activa.

A comissão fez a recepção de meios médicos e medicamentosos decorrentes das aquisições que se tem realizado e a distribuição destes a nível das províncias. Uma tarefa realizada pela Central de Compras de Meios Médicos do Ministério da Saúde. Fez saber que os centros de saúde do Calumbo 1 e 2 foram abertos para se fazer a gestão de pessoas que possam sair dos hospitais e que podem recuperar em centros.

Com a abertura dessas instituições que serviram de alojamento de viajantes em quarentena institucional obrigatória, pretende-se ampliar a visão no que respeita ao seguimento de casos leves. Por outro, salientou que a formação de técnicos, mormente enfermeiros, médicos e pessoal de saúde pública continua em todo o país. Além de que, se está a reforçar a vigilância epidemiológica à volta dos centros de quarentena.

“Também há todo um trabalho feito, sobretudo com a Inspecção Geral de Saúde, nos hotéis, para ver até que ponto os mesmos têm as condições criadas para, cabalmente, responder à gestão da Covid-19”, disse. Sobre as medidas de protecção, Franco Mufinda apela para a permanência das pessoas em casa, a observância do distanciamento físico e o isolamento social, bem como lavar frequentemente as mãos e cumprir com as medidas ditadas pelo estado de emergência.

 

leave a reply