Empresas do sector dos transportes devem assegurar o uso de materiais de protecção à Covid-19

O ministro dos Transportes, ricardo de Abreu, na actualizações dos dados sobre a covid -19, Sexta feira (24), referiu que as empresas dos transportes devem garantir os equipamentos pessoais para evitar a propagação do coronavírus

Por:Patrícia de Oliveira

Ricardo de Abreu salientou que as orientações da autoridade sanitária impõem que os profissionais do sector dos Transportes, quer seja aéreo, ferroviário ou marítimo e rodoviário devem obedece às obrigações de usarem equipamentos pessoais de segurança. O mesmo deve acontecer com os equipamentos e infra-estruturas que devem ser higienizados para o exercício da actividade. “Os prestadores de serviços, nomeadamente taxistas, motoristas, cobradores, pilotos aero-moças e outras funções no sector dos Transportes devem assegurar a utilização de equipamentos pessoais“, explicou. Ao nível dos transportes urbanos, o trabalho deverá ser feito emcoordenação com os gabinetes de mobilidade de transportes dos governos provinciais e o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários, pelo facto de ser da competências dos governos provinciais . “Neste sentido, carece de uma articulação para assegurar que os operadores de serviço e os utilizadores estão devidamente protegidos do novo coronavírus.

TAAG não está a despedir funcionários

Em relação ao alegado despedimento dos funcionários da TAAG, o ministro garantiu não ser verdade. Apesar de possuir excedente de pessoal que será tratado na altura certa , o decreto presidencial assim proíbe. “O plano de reestruturação da TAAG deverá ser implementado tão logo fique resolvida a questão da pandemia para garantir uma companhia área que possa assegurar a sua operação”, clarificou . Disse ainda que os voos internacionais comerciais continuam paralisados. “Não temos ainda a previsão para retomar os vôos internacionais com carácter internacional, quer pelo estado de emergência, a cerca nacional, quer pelo facto de os países de destino possuírem as mesmas limitações “, explicou. Ricardo de Abreu sublinhou que existe autorização para a realização de vôos com acções humanitárias e emergenciais, que possam visitar o país em busca de cidadãos não nacionais para retornar aos seus países de origem . Do mesmo modo, é permitida a autorização de vôos para o transporte de mercadorias.

“A TAAG está a realizar dois vôos

Semanais para ir buscar carga em Portugal e missões específicas a outros países para a recolha de produtos”, avançou. A empresa realizou perto de 205 vôos dentro do espírito humanitário e emergencial nos quais saíram do país cerca de 2 mil passageiros “, ressaltou.

Transportes de mercadorias salvaguardado

O transporte de mercadorias durante o estado de emergência está salvaguardado, quer seja dos portos ou outros pontos do país e todas as outras actividades de transporte de carga . “Não existe nenhum impedimento para o transporte de mercadorias“, explicou. Segundo o responsável, poderá ocorrer algum problema operacional, pelo facto de as empresas privadas e outros serviços estarem limitados com estado de emergência. Factor que pode ser desafiante por as mesmas não funcionarem ou prestarem serviços a tempo integral. “O país vive um momento de restrição . Por esse motivo , alguns serviços terão dificuldade de manter o funcionamento e algumas vezes será preciso articular com outros departamentos ministeriais e assegurar o funcionamento destes serviços, ressaltou. Para o governante, as medidas implementadas passam por não criar dificuldades à economia . visto que, a redução da mobilidade já afecta o funcionamento das empresas e caso houvesse restrições no transporte de mercadorias iria prejudicar o tecido económico.

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