Estado de emergência causa queda no negócio da hotelaria no lobito

À semelhança do que ocorre em vários pontos do país, a cidade do lobito, província de Benguela, viu reduzido de forma considerável o negócio da hotelaria

Por:Miguel Kitari

Apesar de ser conhecido como um município  sustentado pelo Porto e pelo Caminho- de-ferro, o Lobito possui igualmente uma forte componente turística por se encontrar no litoral-centro. Entretanto, devido ao estado de emergência que vigora no país, motivado pela pandemia da Covid-19, os hotéis e restaurantes estão a fechar as portas. Segundo o administrador municipal do Lobito, Carlos Vasconcelos, que falou em exclusivo ao OPAÍS, “nesta altura, o negócio da hotelaria não está a dar rendimento. Foi fortemente prejudicado pelo estado de emergência que foi bem decretado. Todavia, mais de metade dos hotéis e restaurantes estão sem clientes”, assegurou. Carlos Vasconcelos ressalva que, “alguns restaurantes estão a fazer serviços de entrega ao domicílio, mas não é a mesma coisa como ter os clientes à mesa”, comparou.

Não havendo circulação de pessoas, o dirigente municipal disse que os hotéis é que mais ressentem com a falta de clientes provocada pela Covid-19, que está a mexer com economias mundiais. E tudo acontece, segundo o administrador, numa altura de pico do negócio do turismo da região. “Tivemos agora a Semana Santa, com um feriado prolongado, estamos em Abril, período de muito sol e praia, e, infelizmente, não estamos a tirar proveito”, lamentou, reconhecendo que não é culpa do Executivo Central, mas sim uma situação decorrente da conjuntura mundial. “Vamos acreditar em dias melhores, sobretudo porque temos aqui vários motivos para tocar para frente a economia do Lobito, da província de Benguela e do país, de forma geral, pois temos aqui grandes indústrias como é o caso da Sonamet, Porto do Lobito, e não só”, citou.

Locomotivas modernas vão impulsionar economia

Na última Quarta-feira, 15, o Caminho-de-ferro de Benguela, com sede no município do Lobito, recebeu três locomotivas modernas para o transporte entre a capital da província e a cidade portuária. Para Carlos Vasconcelos, “é um investimento que vai resultar no aumento da mobilidade de pessoas e bens do Lobito a Benguela, permitindo que os funcionários cheguem mais cedo aos seus locais de trabalho. E quando assim acontece haverá maior rendimento”, considera. Acrescenta que “esse rendimento no trabalho vai traduzirse no impulso da economia”, disse, considerando ainda que as novas máquinas lançam um desafio ao Conselho de Administração do Caminho-de-ferro e aos agricultores, que agora terão capacidade de transportar os seus produtos em menos tempos, pois os meios rolantes são mais velozes. “Transportando produtos de comboio é sempre melhor, comparativamente à via rodoviária, uma vez que ainda temos algumas estradas degradadas”, reconheceu.

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