Detidos garimpeiros no Chipindo

Dois garimpeiros foram detidos pela Polícia Nacional no Chipindo, província da Huíla, numa zona de exploração ilegal, naquela que foi a oitava detenção efectuada no trabalho conjunto com o Exército desde Abril de 2019. A detenção aconteceu na localidade da Cassanda, arredores de Chipindo, sendo dos detidos um nativo e outro proveniente do município da Matala. Em entrevista à Angop, o administrador municipal de Chipindo, Hélder Lourenço, disse que a detenção dos dois indivíduos foi possível fruto de uma denúncia feita pelas autoridades tradicionais da existência de cidadãos que tinham retomado a exploração nocturna e ilegal na zona. Hélder Lourenço informou que foram encontrados na posse dos dois cidadãos mais de três milhões de Kwanzas, tendo a Polícia Nacional apreendido também enxadas, catanas, machados, picaretas, entre outros utensílios, num acampamento improvisado montado pelos infractores.

Nos últimos tempos, Chipindo tem estado a despertar o interesse de populares que, ávidos de obter lucro fácil, optam pela exploração de ouro de forma ilegal. O reforço do policiamento nas zonas de garimpo proibidas, desde Abril de 2019, após o soterramento de garimpeiros, afugentou a maior parte destes, mas alguns, no período nocturno, tentam continuar na ilegalidade. Com uma superfície territorial de três mil e 898 quilómetros quadrados, o município de Chipindo tem uma população estimada em 64.714 habitantes, o que corresponde a uma densidade de 17 habitantes por quilómetro quadrado. Actualmente três empresas exploram ouro no município, sendo uma sul-africana e duas angolanas, cuja previsão de facturação, dentro de dois anos, é de 64 milhões e 376 mil de dólares anualmente, resultante da venda de 53 mil e 647 onças.

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