Estudo de plantas com nova pós graduação no Sumbe

Trata-se do Curso de Mestrado em Protecção de Plantas do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul que acaba de ser criado pelo departamento ministerial responsável

Por:André Mussamo

Os futuros Mestres a serem graduados na capital de uma das províncias com grande potencial agropecuário vão especializar- se em identificação e diagnóstico de agentes biológicos que causam pragas as culturas agrícolas e outras espécies, um dos cancros do sector agrícola nacional. Outras das valências a ser adquirida no curso será a capacidade de “quantificar as percas causadas por pragas e doenças em diferentes culturas de plantas” assim como, adquirir capacidades de propor soluções de combate a pragas e doenças, usando agentes biológicos, produto naturais e químicos. Os Mestres em Protecção de Plantas deverão ser capazes ainda de “produzir bio pesticida através de extractos de plantas medicinais e venenosas”.

Deverão actuar nos institutos de ensino e investigação, consultoria no âmbito de protecção em plantas, fábricas de produção de bio-pesticidas e cooperativas e fazendas agrícolas. No primeiro curso, autorizado a iniciar em 2020, será formada turma única de 30 candidatos que deverão ter como pré-requisito “Licenciatura em agronomia e áreas afins feita com média igual ou superior a 14 valores, ter experiência de trabalho no sector agrário ou áreas afins e apresentar por altura da matrícula um anteprojecto nas áreas de incidência do curso”, nomeadamente em Nematologia, Entonologia e Fitopatologia. O curso deverá ser assegurado maioritariamente por docentes com grau de Doutores em regime de tempo integral e de exclusividade, e curso terá a duração de 2 anos, ou seja, 1355 horas de actividades curriculares, o equivalente a 89.6 Unidades de Crédito.

Fontes da instituição na capital da província do Cuanza Sul recusaram fazer um pronunciamento oficial quanto a operacionalização do curso alegando ainda não terem sido oficialmente comunicados da sua aprovação pela tutela. Entretanto, OPAÍS apurou que existem uma grande expectativa quanto ao arranque do curso que poderá especializar uma categoria de profissionais que tanta falta faz ao projecto de criação e desenvolvimento de um verdadeiro projecto agropecuário na região e arredores. Um especialista local que apelou ao anonimato disse que o curso “vai ter uma grande serventia” à classe de agricultores e camponeses apostados na agricultura familiar, que “volte e meia têm as culturas assoladas por epidemias e pragas” na maior parte das vezes sem solução a vista.

Cuanza Sul tem condições naturais para atingir níveis de produção agrícola sustentáveis e contribuir para o crescimento económico do país, com os cerca de 2.857.501 hectares de terras aráveis. A província tem uma extensão de 58.698 quilómetros quadrados, repartidos em 12 municípios, onde predomina climas do tipo húmido em 50 por cento do seu território, com uma pluviosidade que oscila entre os 400 a 1.400 milímetros de água. A sua temperatura varia entre os 24,8 aos 19,4 graus Celsius. É detentora de solos predominantemente argilosos e inúmeros recursos hídricos. Apesar de o sector empresarial na província ser visível, é ainda a agricultura familiar a que mais produz e necessitada de assistência para maximizar os resultados

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