“Qualquer treinador angolano faria melhor do que William Voigt”

O antigo craque da Selecção Nacional afirmou em entrevista que os técnicos nacionais têm valor, por isso respeita todos da mesma forma

Por:Mário Silva

O antigo basquetebolista angolano, José Carlos Guimarães, disse, em entrevista à Rádio Cinco, que qualquer técnico nacional faria melhor do que William Voigt no comando da Seleção Nacional sénior masculina de basquetebol. José Carlos Guimarães revelou que não se considera inferior a nenhum técnico, mas respeita todos. “Até porque há treinadores com outras competências e quando encontro tento aproveitar o máximo possível o que eles têm, como tenho feito agora na Academia do 1º de Agosto”, assegurou. Ainda assim, o antigo timoneiro do cinco nacional reiterou o seguinte: “Como o William Voigt muito sinceramente não aproveito nada, ou seja, é o meu ponto de vista”, desabafou o antigo craque do combinado angolano. Por outro lado, José Carlos Guimarães reconheceu que a bola ao cesto no país está numa fase que é necessário trabalhar em algumas áreas que apresentam défices. “Quando foi chamado a trabalhar com William Voigt notei que o que fazíamos não ia de encontro com a característica do nosso basquetebol.

Aliás, tínhamos ao nível do lançamento e da defesa”, explicou. José Carlos Guimarães mostrou- se desapontado pelo facto de os quatro treinadores norte-americanos não terem vivido no país para acompanhar os jogos e treinos dos jogadores. “Uma coisa é ver os vídeos, outra é acompanhar, ao vivo, Jogos e treinos das equipas, porque há atletas que podem não treinar bem e fazerem boas partidas. Este trabalho não acontecia”, lamentou. Por este motivo, José Carlos Guimarães chamou a atenção aos dirigentes da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), na altura liderada por Hélder Cruz “Maneda”, que não trabalhavam naquela componente. “Apenas disseram-me que é a filosofia de trabalho do treinador norte-americano, William Voigt”, lembrou de forma triste. O ex-seleccionador do combinado angolano, William Voigt, processou a FAB junto do Tribunal Arbitral do Desporto, face à dívida de mais de USD 1,5 milhões.

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