Inquérito mostra que luandenses temem contágio comunitário de Covid-19

Em Angola já se está no terceiro período de estado de emergência. No início da primeira prorrogação, a empresa de consultoria MIRA submeteu perto de 600 cidadãos residentes em Luanda a um questionário para averiguar o seus comportamento e atitudes face ao confinamento em casa

Por:Zuleide de Carvalho

O inquérito, que foi feito ao telefone, de 11 a 15 de Abril e divulgado a 20, colheu as opiniões de 584 indivíduos residentes em Luanda, enquadrados na faixa etária dos 15 anos adiante. O objectivo foi conhecer as suas atitudes e comportamentos face ao Covid-19 e consequente isolamento e distanciamento social aos quais as famílias em Angola estão sujeitas desde o passado 27 de Março. Na amostra populacional inquirida, sobre estarem ou não preocupados com o novo Coronavírus, 8%, 46 pessoas, responderam que “não estão nada preocupadas”, 51% disseram estarem preocupadas e 41% revelaram estar “muito preocupado(a)”. Quanto à razão específica da preocupação, 46% tem medo de “ficar infectado” ou infectar “outros” e 20% teme a transmissão comunitária do vírus, enquanto 16% está simplesmente preocupado(a) por “não poder sair de casa.”

Estar 24h em casa requer reinvenção

Durante o confinamento em casa, “do que sente mais falta?” foi uma das perguntas feitas a perto de 600 habitantes na capital do país, gerando-se respostas com percentagens discrepantes. Ao que 67% dos inquiridos respondeu: “da vida normal”. Já o convívio com a família não residente na mesma casa traz nostalgia a 23%, e 16% sente muita falta de estar com os amigos. E que ocupações têm as pessoas, agora que têm de passar as 24 horas do dia sem saírem de casa? Trinta e dois por cento da amostra passou a fazer mais uso da Internet, 17% “usa de forma igual”, 19% passaram a consumir menos Internet e outros 32% simplesmente disseram não recorrer à Internet. Para os internautas, o Whatsapp é a principal escolha, quando navegam na Internet, com 24% de uso. Em casa, em termos genéricos de ocupação, 73% das pessoas passa a maioria do seu tempo a assistir televisão, 25% cumpre trabalhos domésticos, enquanto apenas 24% aproveita para partilhar bons momentos com a sua família.

Consumo noticioso em massa

Sobre a caixa mágica que tudo leva até casa, 69% passou a assistir televisão mais vezes, 13% não alterou o tempo dedicado à TV, 14% assiste menos vezes e 4% garantiu não assistir televisão. Entretanto, 91% dos que assistem TV preferem ver os noticiários e momentos noticiosos durante a quarentena. Em segundo lugar constam os filmes e séries, com 21%, cabendo 18% às às telenovelas.

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