Funcionária da RNA morta por marginais em tentativa de assalto

Alice Nádia Marcelino não resistiu ao ferimento que lhe foi causado por uma bala que a atingiu na região da cabeça. o disparo veio de um grupo de marginais que tentavam furtar acessórios da sua viatura, estacionada no quintal de casa, no Rangel

Por:Romão Brandão

A morte bateu a porta da funcionária da RNA, em Luanda, Alice Nádia Marcelino, também conhecida por “Licinha”, na madrugada do dia 28, quando, segundo fonte da Polícia, um grupo de marginais tentava furtar acessórios do seu veículo, estacionado em casa. Alice apercebeu-se que havia pessoas no seu quintal, acendeu a luz, e foi até à janela, o que levou a que os marginais, assustados, disparassem contra ela. “O facto aconteceu no Rangel, na B3, local onde residia a infeliz, numa altura em que estes mesmos marginais já tinham roubado acessórios de várias outras viaturas do bairro”, contou-nos a fonte. Acredita-se que os marginais tenham pensado que a pessoa que estava na janela tinha uma arma, segundo a fonte, e reagiram fazendo o disparo.

Não roubaram nada da jovem e puseram- se em fuga. A nossa fonte aproveitou para esclarecer que não se trata de uma remitência ao assalto, mas sim os bandidos foram surpreendidos. “Temos a lamentar o facto e endereçar à família enlutada os mais sentidos pêsames. Queremos ainda informar que o Serviço de Investigação Criminal de Luanda já está a investigar no sentido de identificar os presumíveis autores do crime”, disse. A notícia da morte da profissional da Rádio Nacional de Angola deixou os colegas, e não só, com o coração amargurado e, nas primeiras horas do dia de ontem, muitas mensagens foram surgindo nas redes sociais para lamentar tamanha perda. Rui Candove, jornalista da RNA, escreveu na sua página do facebook que Alice era muito querida, estava sempre disponível para apoiar os seus camaradas do serviço. “A última vez que cruzamos foi exactamente no cemitério de Santana, no funeral do outro quadro da Rádio, o Kota Alberto de Sousa.

O ano passado comemos o funge feito por ela em casa da Ana Cristina Geremias, nos juntamos com os outros colegas para celebrar a vida, mas também para discutirmos os assuntos da RNA”, disse. Falou ainda que Alice Nádia Marcelino estava na linha da frente, lutou junto dos outros para a melhoria das condições de vida dos colegas. (…) “Combatente da linha da frente quando o assunto fosse RNA. A luta continua, honremos a Licinha!”, finalizou “De repente a vida se esfuma, some e o que fomos é só lembrança dos nossos”, como fez saber Kinna Santos, jornalista da Record Angola, que também lamentou a morte de Alice, numa declaração de profundo amor.

“De repente o nosso sorriso vira saudade. Nossos pequenos gestos serão imitados no recordar de cada conversa. E fomos!!! A dor é saber que não mais nos veremos. A dor é a certeza do Adeus. Mil coisas nos perguntamos: porquê? Mas respostas não teremos. Deus é o Senhor da razão. Nesta hora me volto para Ele e digo obrigada por ter conhecido este ser puro, simples e verdadeiro. Obrigada por me ter permitido dizer a ela o quanto a amava”.

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